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04 março, 2012

MOMENTOS INCRÍVEIS: TRI POEMA - TRÊS POETISAS

Publiquei a foto do meu muro recém pintado na minha timeline, e eis que nasce um poema pelas mãos da Sueli Simão, com contribuição da Jaque Ribeiro...um tripoema...uma conversa a três que virou poema, uma poersa, um converma...

Imagem de Jaqueline Flores

AMAR-ELO
Meu muro amarelo!
Vestido para comemorar a Copa.
Quem sabe o Brasil Hexacampeão...
Amar-elo, amar-ei..
Lá vai meu muro virando poesia
Na boca da Su.
Elo com o ouro.
Elo com o Sol.
Amar-elo é mais que início de poesia.
É poesia viva! Em mil cores bem ali.
Reanima a vida.
Enche de bossa.
Ah! Meu muro amarelo.
Lá vai o muro virando poesia.
Enchendo a vida de Alegria!

Sueli Rodrigues, Jaqueline Flores, Jaquee Ribeiro


Confira a Postagem Original em:
MOMENTOS INCRÍVEIS

24 fevereiro, 2012

Da inspiração

Sou uma menina que escreve
Mas que só se inspira na dor
ou
Quando sofre por amor
 Se feliz, esquece

Nenhuma letra aparece
Sou toda sorriso,
Suspiro...
Poesia em flor!

15 fevereiro, 2012

Abraço de Professora


Hoje pela manhã, entrei na sala e ouvi de uma aluna:

"Professora, posso te dar um abraço?"
Eu disse que podia...
Ela me abraçou tão gostoso...
um abraço tão bonito e carinhoso...
A sala não entendeu nada,
mas aquele abraço fez minha alegria triplicar.

Quando eu digo que sou professora,
muita gente me olha com ar de pena...
O que é isso minha gente?
Tô feliz, ganho para receber abraços
 e contagiar com os vírus da Leitura e Alegria!

Se tem uma coisa boa
É abraço sincero de criança!
Abraço: é quando as almas conversam!

24 novembro, 2011

Até onde o bom atendimento agrada?

Hoje fui almoçar em uma padaria aqui perto de casa que começou a servir almoço essa semana, a atendente estava tão empolgada, mas tão empolgada e empenhada em atender bem e agradar a todos, que até foi chata.
Tive que ouvir tanta barbaridade, começando por "a gente temos", "a senhora vai estar pedindo" até um comentário super empolgado: "A gente temos que brincar e rir um pouco pra recontrair"...

Gostei da comida, mas só volto lá daqui uns três meses, quando a moça tiver relaxado no atendimento! Tá doido!

Saí de lá com indigestão!

Sem bem atendido é bom, mas se exagerar, estraga!

23 novembro, 2011

Dá tempo!

Não vim fazer um balanço anual, apenas pretendo registrar alguns sentimentos recentes.
Quando 2011 começou, decidi que seria o ano da vitória. Muitos anseios e medos habitavam meu interior, fazendo-me parecer menor que já sou.
Medo de não adaptar, medo de decidir, medo de perder, medo de não alcançar, medo de chorar, medo de partir, medo de não dar tempo... Muitos medos que não dá mais pra contar!
Consequentemente ao meu decreto de vitória, venci o medo e me adaptei a novas situações, novos meios, novo sistema. Alcancei muitas metas, chorei, desabafei, inchei os olhos, deixei ir tantas coisas que já não me pertenciam, tanto sentimento alheio a essa menina vitoriosa.
Deu tempo de aprender, tempo de conhecer pessoas incríveis, de deixar velhos hábitos de lado... Deu tempo de reencontrar minha mamãe, irmã e conhecer os sobrinhos...Ah!..que encontro rápido e intenso!
Deu tempo de matar a saudade, deu tempo de amar, deu tempo de agradecer a Deus, deu tempo de pedir paciência, deu tempo de ler, cantar, dormir, pular e dançar!
Deu tempo para contar borboletas, de lixar as unhas, deu tempo de escrever o que sentia, deu tempo de arriscar!
Consegui errar e aprender. Consegui ouvir e dizer o que sentia.
Senti que deixei o medo partir, tive coragem para fazer as escolhas certas, pensando no que é melhor para mim. Creio que esse 2011 foi o ano da coragem, esse foi o ano que tornou-me um pouco mais matura.
Ainda não cumpri todas as metas de 2011. Mesmo assim agradeço a Deus pelo que consegui alcançar até o momento e peço sabedoria e força para tomar as decisões certas e dentro do prazo.
Deu tempo de saber que não sinto mais medo!

21 outubro, 2011

Rosinha, Minha Canoa...

Em uma das minhas visitas à sala de leitura da EE deputado Gregório Bezerra, me deliciando com os inúmeros títulos que povoam aquele espaço, encontrei o livro "Rosinha, minha canoa", do autor José Mauro de Vasconcelos.
Das obras do autor, até hoje só havia lido o livro "O Meu pé de Laranja Lima" - li não, mergulhei na história do menino Zezé e sua infância que me fez debulhar em lágrimas, todas as cinco vezes que o li. Descobri o autor na minha infância, mas até hoje carrego esse livro, como quem carrega um presente, um tesouro, um livro que fiz questão de comprar e ter na minha estante para ler sempre que desejar.
Até então, não havia mais sentido a alegria e o despertar iluminado para ler outro livro do José, apesar da minha amiga Raquel já ter comentado da beleza de "Rosinha, minha Canoa".
Finalmente, ontem tive a oportunidade de encontrar esse tesouro escondido em uma caixinha com outros livros, que imediatamente ficaram invisíveis quando meus olhos cruzaram com o nome JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS naquele livrinho tão frágil.

Apanhei-o. tão pequenino (menor que um palmo da minha mão), gasto pelo tempo, com um descascadinho quase apagando o nome da editora Melhoramentos no rodapé da capa, cor desbotada pelo tempo e provavelmente pelo contato das muitas mãos que evidentemente já o carregaram. As páginas amareladas, soltando aquele cheiro bom de livro misturado com o tempo, que particularmente adoro. 
Todas essas características logo despertaram em mim o desejo de desvendar aquelas páginas. Sei que tem gente que não gosta de "livro velho", mas se tem coisa que me deixa satisfeita, é pegar um livro gasto pelo tempo, sentir que muitas mãos os pegaram, muito olhos deslizaram por cada uma das linhas, sorrindo, emocionando, se revoltando, lendo...
Viajo mais ainda quando vejo uma manchinha de líquido na folha, fico imaginando se terá sido uma lágrima, suor, suco, café... Penso isso porque tenho muitas lágrimas hospedadas em muitos livros que já li, inclusive do "O Meu pé de Laranja Lima". E nessa viagem fico pensando: “Quem mais terá notado quanta emoção há impregnada nas páginas de um livro velho”?

Voltando ao momento do encontro com "Rosinha, minha canoa", quando peguei o livro, senti que estava gasto, observei a capa com a figura de uma canoinha frágil, com uma figura humana segurando um remo, navegando em águas já esbranquiçadas pelo tempo, no canto inferior, a imagem de um pássaro que desconheço o nome, formando um cenário convidativo, não demorei: abri o livro, li com emoção a "Explicação" do autor para uma aluna que me acompanhava no "garimpo dos livros".
Decididamente sorri, fechei o livro e disse "vou levar".
A linguagem delicada, poética, leve, simples, linda e engraçada do José Mauro de Vasconcelos, despertaram todo o gosto adormecido que havia sentido quando li "O Meu pé de Laranja Lima".
Hoje li no ônibus, estou no terceiro capítulo, confesso que já estou encantada pela Madrinha Flor, a simplicidade e graça do Zé do Adeus (dei boas gargalhadas no ônibus, lendo a consulta dele com o Doutor), o jeito "xengo-delengo-tengo" de falar da canoa, o jeito simples e gostoso de ser do Zé Orocó... Já vi que esse livro vai para minha cabeceira, fazer companhia aos outros que me fazem sorrir.