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31 outubro, 2008

Solução

Andei pensando no sumiço da minha agenda, e para não perder algo importante desse ano, vou tentar fazer um levantamento dos acontecimentos e fazer um resumo de cada mês.
Tanta coisa legal aconteceu! Não dá pra deixar em branco...

Dia das Bruxas

Cheguei à escola 16h40 parecia que a bruxa estava solta.

Ou melhor, soltaram todas as bruxas por aqui.

God! Save me! rs.

Dia diferente. Novas atividades. Noite passada sem pesadelo. Apenas felicidade.

Perdi minha agenda naquele incidente. Agora não sei mais data de nada. Vou tentar recuperar algumas memórias em um caderninho. Tanta coisa registrada?
O que será que farão com minhas memórias?

"40
50
50
50
50

x
12"

Nada significativo. Apenas para não esquecer.

30 outubro, 2008

Virando borboleta...

Estou melhor,
de anteontem pra ontem não dormi direito...
pesadelos...
mas isso passa...
vai passando...
o vento sopra...
as pétalas são levadas ao vento...
a Flor se renova.
Logo esquece a tempestade!

"Borboletas são flores cansadas do mesmo habitat".

28 outubro, 2008

Você nunca acha que acontecerá com você

Assalto.
A gente sabe que acontece a todo instante e com todos à sua volta, mas nunca acha que vai acontecer com você.
Pois acontece!
Eu que achava que nunca seria vítima de assalto, acabei caindo em uma esparrela.
Antes desse acontecimento, achava que faria o maior dos escândalos e não deixaria o bandido levar os meus pertences.
Imagina!
Quando desci do carro e pegava a chave para entrar em casa, um carro parou na esquina e de dentro dele saiu correndo um mau elemento.
Com arma na mão, ele apontou para nós (Eu e o meu companheiro)...
Não acreditei no que via, fiquei paralisada, quando ele correu em nossa direção eu só consegui ver a arma e imediatamente abaixar a cabeça.
Obedecendo ao que ele dizia, levantamos as mãos, todos os pertences jogados ao chão....
"Mão na cabeça!
Chave do carro!
Celular!
Tem alarme aqui?
Tá tudo aqui?"
Quando tudo foi entregue, e ele se encaminhava para o carro, parou e bradou: "E a moça coloca a bolsa no chão!"
Muda, e tremendo, larguei a bolsa no chão, um gemido baixinho saiu da minha garganta...
"Sai andando!" "Anda!.."
Saímos andando, o chorou brotou, o desespero bateu,
toda a reação que eu imaginava ter foi ofuscada pelo medo de uma arma...
Aquele material bélico que tira vidas e persuade as pessoas a entregar o que é delas!

Fiquei triste, assustada e preocupada...
Fui à casa da minha tia, fiquei lá...Me perguntando "onde estariam as coisas nossas levadas por aquele ser?"
Triste...
O que me conforta é o fato de estarmos bem, graças a Deus, não nos fizeram nada.

Quando passo em frente casa, a cena vem à minha cabeça...
Espero que o tempo apague logo essa cena chata da minha mente!


Depois que acontece com você,
fica aquela sensação que de você será sempre a próxima vítima!

14 outubro, 2008

O calor chegou!


Felicidades! O sol bateu em minha porta e eu abri.

Senhoras e senhores, o sorriso de uma menina está de volta, mais radiante, mais saltitante.

O sol é para mim como a lua é para o mar.

Fico tão feliz ao sair na rua, e ver tudo iluminado, as pessoas andando, sem agasalhos, sem guarda-chuva, sem poças de lama, tudo sequinho, tudo ilumindado.

Tenho vontade de sair correndo e gritando: "Que lindo dia, que lindo dia!"

As pessoas abrem a boca para reclamar do calor, e eu peço: "Por favor, não reclame, está tão lindo assim!"...


Ainda não é o Verão, é a primavera anunciando que ele vem por aí, mesmo assim, já fico feliz!


Ah o verão!!!!

08 outubro, 2008

Fluxo de Consciência - Parte I

Uma menininha um dia sonhou.
Sonhou que seria professora.
Que entraria em uma sala linda.
Limpa.
Com aluninhos ávidos a aprender.
Todos sentados em fileira.
Sentados.
Cadernos abertos.
Atenciosos.
Prontos a receber e passar conhecimento.
Prontos a interagir.

Assim, a menininha cresceu.
Chegou à faculdade.
Cursou português, inglês, psicologia,
como seria lidar com esse sonho
que na realidade seria outra coisa.

Em vez de sentados,
os alunos te recebem de pé,
pulando,
falando,
gritando,
jogando bolinhas de papel.

Lutinhas.
Xingamentos.
Batalhas travadas.
Explicar matéria?
É...uma tarefa desafiante.

A garganta arranha,
porque as vezes é necessário usar o grito.
Isso dói no peito.

Não há caderno,
Não há lápis.
Não há borracha.
Não há livros.
Há desinteresse. Isso tem de sobra.

Temo pelo interessados,
Sonhadores,
Como a garotinha que sonhava tempos atrás.

Tomara que eles não conheçam a frustação.
Não estou totalmente frustada.
Mas sinto uma pontinha de desgosto.
Algumas pessoas fazem-nos desanimar.

Não quero...
Ainda vou insistir nesse sonho,
Afinal,
Sou brasileira!