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01 julho, 2012

Hein??


Escrevo em direção ao nada,
Esperando que o vento 
Leve minhas palavras a algum lugar.

São palavras certas
afirmativas
mas que traduzem uma dúvida terceira
sobre a minha certeza

Querendo ou não
há confusão.
Duvida?

Minha constante dúvida é sobre a crença alheia da minha completa certeza!

Até quando?

30 junho, 2012

Modos de expressão

Não sei quantificar quantas pessoas felizes e infelizes existem no mundo. Muito? Pouco? Depende de como você interpreta felicidade. Há muitas formas de ser feliz, assim como há muitas formas de expressar sentimentos. Uma pessoa pode parecer feliz agora, mas daqui a alguns minutos estar infeliz por algum motivo repentino. Esse sentimento poderá ser notado, se a pessoa deixar transparecer (chorando, semblante triste, abatido, angustiado, com raiva...) ou poderá passar despercebido, se disfarçar bem, conversando, sorrindo e agindo naturalmente.
Há muitas formas de expressar sentimentos, por isso mesmo, não podemos generalizar as expressões dos sentimentos sendo taxativos, declarando por exemplo, que quem está sorrindo está feliz e quem chora está triste... Já vi muita gente chorar de felicidade e muita gente infeliz dando gargalhadas de causar inveja.
Algumas pessoas expressam suas emoções cantando, gritando, dançando, abraçando, beijando, escrevendo, representando, falando...ficando calado, chorando, sorrindo, mentindo...
Antes era até mais fácil acertar o que uma pessoa estava pensando, sentindo, bastava conhecê-la, observá-la, para extrair a essência...interpretar ações e comportamentos. Agora é muito mais difícil sabe o que se passa dentro de alguém, é preciso muito mais que conviver, fazer parte da rede social. Pois é, a rede social, essa ferramenta que alimenta falsas emoções e expõe uma vida paralela das pessoas, que montam um perfil que gostariam de ter, fantasiam uma vida perfeita, cheia de amigos, palavras bonitas e declarações de afetos...
Pra quem pensa que isso facilitou conhecer uma pessoa, está errado, penso que as redes sociais confundem seus usuários, que sentem-se perfeitos, super-heróis e sempre mocinhos... Não estou criticando as redes sociais, gosto e faço uso de algumas, mas não  me iludo criando uma vida paralela e nem deixo que isso me hipnotize. 

É raro quem publique o que realmente pensa ou o que está fazendo, é raro quem expressa de fato o que sente: medo, ciúmes, incerteza, paixão, alegria, cansaço, preguiça, gratidão ou certeza do que sente.

Não acredito em tudo o que leio, mas tenho certeza do que escrevo. Verdade universal? Não, apenas uma forma de expressão. palavras. 
Na dúvida do que isso tudo significa, melhor não se preocupar. Sentir já ultrapassa qualquer entendimento.



23 novembro, 2011

Dá tempo!

Não vim fazer um balanço anual, apenas pretendo registrar alguns sentimentos recentes.
Quando 2011 começou, decidi que seria o ano da vitória. Muitos anseios e medos habitavam meu interior, fazendo-me parecer menor que já sou.
Medo de não adaptar, medo de decidir, medo de perder, medo de não alcançar, medo de chorar, medo de partir, medo de não dar tempo... Muitos medos que não dá mais pra contar!
Consequentemente ao meu decreto de vitória, venci o medo e me adaptei a novas situações, novos meios, novo sistema. Alcancei muitas metas, chorei, desabafei, inchei os olhos, deixei ir tantas coisas que já não me pertenciam, tanto sentimento alheio a essa menina vitoriosa.
Deu tempo de aprender, tempo de conhecer pessoas incríveis, de deixar velhos hábitos de lado... Deu tempo de reencontrar minha mamãe, irmã e conhecer os sobrinhos...Ah!..que encontro rápido e intenso!
Deu tempo de matar a saudade, deu tempo de amar, deu tempo de agradecer a Deus, deu tempo de pedir paciência, deu tempo de ler, cantar, dormir, pular e dançar!
Deu tempo para contar borboletas, de lixar as unhas, deu tempo de escrever o que sentia, deu tempo de arriscar!
Consegui errar e aprender. Consegui ouvir e dizer o que sentia.
Senti que deixei o medo partir, tive coragem para fazer as escolhas certas, pensando no que é melhor para mim. Creio que esse 2011 foi o ano da coragem, esse foi o ano que tornou-me um pouco mais matura.
Ainda não cumpri todas as metas de 2011. Mesmo assim agradeço a Deus pelo que consegui alcançar até o momento e peço sabedoria e força para tomar as decisões certas e dentro do prazo.
Deu tempo de saber que não sinto mais medo!

02 agosto, 2011

Pra onde vai?

Outro dia me perguntei pra onde é que vai toda a quinquilharia que vivo perdendo dentro de casa. Tenho o dom de perder minhas coisas nos momentos em que mais preciso delas. Não pensem que sou a pessoa mais desorganizada do mundo também não sou um exemplo de organização, mas procuro colocar cada coisa em seu devido lugar. 
Compro um pacote de xuxinhas (prendedores de cabelo) e um mês depois não encontro uma pra remédio. Brilho labial, canetas, pen drive, documentos, cartão, protocolos, anotações, aquela blusa... São tantas coisas que a gente vai perdendo que pensei que era bem melhor não escrever nada a respeito. Já que perder é tão comum, que até existe santo pra gente prometer pulinhos caso encontre as coisas.
Quem será que pega? Quem esconde? Meus alunos disseram que o saci esconde tudo no redemoinho...
A nova música dO Teatro Mágico traduz ao pé da letra o que penso e o que passo. O título da música é perfeito. Essas coisas se perdem exatamente quando os olhos piscam.
Simplesmente curti.


24 abril, 2011

Feriadão Santo

Tirei pra descansar.
Colocar diários em dia,
Cuidar das roupas, da casa...
Do coração...

Quinta-Feira Santa
Sexta-Feira Santa,
Sábado de Aleluia,
Domingo de Páscoa: Ressurreição.

Alguém lembrou disso? São poucos os que se lembram do sentido real desse feriado, porque não trabalhamos, porque são Santos esses dias. Só quem é de fato religioso, segue à risca toda a tradição. (Não sou, não sigo, mas respeito e observo as pessoas, que estão mais é preocupadas com a descida para a Praia, nem ligam para as horas paradas no trânsito, dizem que vão descansar, eu penso é que vão ficar mais cansadas!
Filas se estendem pelos mercados, pessoas desesperadas em busca de ovos de chocolate (quanto maior, melhor, e se tiver brinquedo, então! Realização total!)
É uma disputa pelo peixe, tem que ter bacalhau na mesa, não importa se as garrafas de cerveja serão secadas depois, "mas hoje não pode comer carne porque é pecado!"
Fico me perguntando se comer um pedaço de carne é pecado nessa semana santa! Do que adianta a pessoa não comer carne, mas encher a cara de bebida alcoólica, dirigir embriagado e virar estatística no feriado mais acidentado do ano? (A mídia adora expor essas manchetes!)
Fico me perguntando onde estão os valores e as tradições dessa sociedade...porque o que vejo ao meu redor é apenas o consumismo imediato..

E mal acabaram os ovos, já estão chamando as pessoas nas vitrines para comprarem os presentes para o dia das mães!

15 março, 2011

Tá sobrando espaço

- Alô, Doutor? Tô ligando pra dizer que tô sofrendo mal de amor. Mal não, porque tá fazendo um bem danado. Mas é que de vez em quando dói, sabe? Não sei como a medicina nomeia esses sintomas, o fato é que as vezes dói. Dói lá no fundo da alma. Uma falta tão grande que fica sobrando espaço aqui dentro do peito. Ao mesmo tempo em que não há mais espaço pra nada. Também ando sem ânimo, Doutor. Sem ânimo pra tudo, com ânimo pra nada. Tá sobrando suspiro e faltando inspiração. Mas não vá pensando que é suspiro de padaria, que esse aí não sobra um, como todos de tanta ansiedade. Deve ser por isso que minhas calças não querem mais abotoar direito, e minhas blusas parecem que são de quando eu tinha treze anos. Ah, Doutor, passa um remédio aí, não sei o que faço pra ter de volta minha inspiração e continuar com esse mal de amor que tá fazendo um bem danado.
Não sei porque, mas me inspiro mais na dor. E agora tô sofrendo com a ausência da minha inspiração. Mas vou logo avisando, não quero dor! Não quero dor!

13 fevereiro, 2011

Vizinhos: anjos ou demônios?

Para cada pessoa uma palavra tem um significado. Amor para algumas pessoas pode denotar o bem, a felicidade, boas lembranças; para outras pessoas significa decepção, ódio, tristeza, sofrimento. Tudo vai depender da experiência.

Há trinta e dois meses, quando resolvi morar sozinha, procurei desesperadamente por uma casa em um local sossegado, de preferência com entrada independente e sem vizinhos no quintal. Encontrei uma casa ajeitadinha, bem localizada, com valor do aluguel que cabia certinho no meu bolso. Mas, eu não estaria sozinha, teria de dividir o quintal com outra família ou pessoa que fosse morar na outra casa. Sem pensar muito, pois não haviam muitas opções de casa na redondeza. Mudei em Junho de 2008 e uma semana depois a família com três pessoas chegou para serem de fato meus vizinhos.

Fui logo com a cara deles, sossegados, tranquilos e com uma filha de dez anos, doidinha como eu. Logo ficamos amigas e era como se ela fosse a minha irmãzinha mais nova. Andressa não acreditava no início que eu era professora, só depois de me ver corrigindo textos madrugadas inteiras é que teve certeza do meu ofício. Ela passou a me fazer companhia em muitos momentos. Ouvia com interesse minhas histórias e experiências vividas na escola e acompanhou inteiramente o meu sofrimento de apaixonada.

Ficávamos acordadas até muito tarde, fazíamos vitaminas, sucos de maracujá com leite, temendo o barulho do liquidificador para não incomodar os outros vizinhos... Acompanhava-me nas caras e bocas também diante do barulho da impressora que trabalhava sem parar depois das 23h.

Brincávamos de tomar chá da tarde, de dançar, pular e cantar, tiramos fotos, fizemos as unhas, escovamos os cabelos, andamos de bicicleta, tivemos crise de riso e assistimos novelas, filmes e vídeos no youtube.

Minha amiguinha me acompanhou em muitas aventuras. Fomos ao Ibirapuera ver "O Pequeno Príncipe na Oca", recusamos amedrontadas às caronas oferecidas ao final da tarde. Fomos à Praia, ao Playcenter, Festa Junina e muitos outros lugares.

Seus pais, pessoas generosas, sinceras e prestativas. Sempre ali ao lado para o que precisasse. O engraçado dessa relação de vizinhos é que aconteceu como eu imaginava. Nenhum invadiu o espaço do outro e rapidinho chegamos aos trinta e dois meses de convivência. Não éramos daqueles vizinhos pegajosos, que ficam o dia todo um enfiado na casa do outro. Nos falávamos e nos ajudávamos sem precisar de um invadir a privacidade do outro.

Andressa, vizinha, irmã e amiga
Partilhávamos os sonhos, as vontades e as indignações com acontecimentos cotidianos. Andressa foi a primeira pessoa que abracei depois que saí do terreno onde será construído o meu apartamento. Abraçadas choramos como crianças, fiquei tocada com a sensibilidade da menina de treze anos, que acompanhou-me nesses quase três anos e sabia da intensidade do meu sonho e o quanto aquela notícia significava para mim.

Foram momentos únicos, não dividimos apenas o quintal e o tanque. Dividimos momento únicos. Infelizmente  por motivos de força maior, meus amigos e vizinhos tiveram que partir. Eu já sabia há um mês, vinha tentando não acreditar e adiava o choro cada vez mais. Hoje foi o dia da partida. Passei o dia pensando no que diria quando fosse dizer tchau. Não consegui pensar em nada, não gosto de despedidas, fico sempre muito sem graça. Foi triste. Nos abraçamos, choramos e desejamos que nossas vidas continuem com felicidade. Queria acompanhar mais de perto a nova fase da Andressa, eu disse o ano passado inteiro que ela viraria “emo”, ela ria e dizia que não. Agora não vou poder acompanhar muito de perto. Logo estará uma moça, com novas amizades e compromissos além da escola e novela. Espero de coração que ela cresça e que continue a pessoa maravilhosa que é.
Procurarei não perder contato com esses anjos que por trinta e dois meses moraram aqui ao lado de casa. Peço a Deus que envie pessoas boas para me fazerem companhia. Se fosse para escolher, eu os escolheria novamente. Vizinhos são anjos. Mas quando a gente mora de aluguel, um dia um dos anjos bate asas e vai embora.

28 dezembro, 2010

Hoje tenho obrigações antes de dormir

Hoje só durmo depois da minha prece. Só deito após admirar as estrelas e deixar que meus olhos se encantem pelo brilho da lua. Hoje só vou sonhar depois que a brisa da noite acariciar meus cabelos, depois que ouvir ao longe o último pássaro agasalhar-se em seu cantinho. 
Hoje só durmo depois de agradecer a Deus por aquela árvore ostentada ali de frente para meu portão. Só durmo depois de pedir ao Pai que não deixe os cupins a destruírem de uma vez só. Penso que ficarão sem casa. Só decidirei dormir depois que der uma última olhada naquele formigueiro construído dentro do jarrinho onde por 4 anos viveu um cacto, que por ironia do destino morreu afogado pela chuva. Logo os cactos, que nem precisam ser regados! Eu devia estar muito distraída para deixá-lo assim desprotegido do sol.
Hoje só durmo depois de pedir perdão, de dizer o que me aflige, de retirar a mágoa que formou-se em meu coração. 
Só durmo depois de ouvir minha música preferida, conversar com as pessoas que amo e certificar de que tudo está bem. Só durmo depois de agradecer a Deus por mais um ano que está chegando ao fim. E depois de tudo isso, quero ainda antes de dormir, pedir forças para continuar com o olhar sensível em 2011, continuar sonhando e agradecendo por tudo.

22 outubro, 2010

Invisible

Hoje só vou aparecer offline.



Vou imitar minha inspiração.
Mãos ausentes.
Silenciosas.

Veja apenas meu sorriso.

28 setembro, 2010

Gastar latim!

A pior coisa do mundo é tentar discutir com idiotas. O idiota sempre acha que tem razão, sempre sabe mais que você e se autodenomina o melhor.
Gritar com uma pessoa que fala com você gritando é a pior coisa, você perde a cabeça e mostra que tem o mesmo nível de imaturidade que a pessoa. Quer tirar um idiota do sério? Fale baixinho enquanto ele berra, olhe calmamente para o (a) escandaloso (a) e faça um semblante de quem não está entendendo o motivo da gritaria.
Tento agir sempre de forma natural diante desse tipo de gente, afinal trabalho com pessoas o tempo inteiro. Mas, há momentos que a paciência esgota, e tem uma coisa que me tira do sério e me faz perder a cabeça e até gritar: falta de respeito!
Xingamentos, dedo no rosto, pirraça e descaso cortam meu coração e me fazem descer do salto.
Pior é que quando um idiota me faz perder a cabeça, acabo falando o que não devia, puxo pelo ponto fraco da pessoa e quando me dou conta, já gastei meu latim com quem não merecia.
Preciso aprender a me controlar, ultimamente tenho gastado meu tempo e meu português discutindo insignificâncias com quem mal sabe falar, com quem não sabe o que é respeito. Pior é que essas pessoas acham que sabem tudo da vida, não viveram nada e provavelmente não vão viver, porque não querem.
Que Deus me dê paciência para engolir esses sapos sem gastar meu latim. Preciso viver, preciso ter meus nervos para emoções que valham a pena. Gastar o latim para falar de amor, das flores, dos ipês, do que me faz sorrir!

19 agosto, 2010

Agosto...

Não sei como começar a escrever, de fato já comecei a minha escrita. Cumprindo um desejo dos meus dedos, começo a digitar o meu fluxo de consciência do mês de agosto.

Faz uns dias que ando sem inspiração para a escrita, mas a vontade de escrever anda me consumindo, como a vontade que consumia a Raquel da "Bolsa Amarela". Andei de dizendo que esse blog me reflete mais que meu espelho e que nas horas mais felizes escrevo... Continuo acreditando em todas essas ideias, mas não sei onde foi parar a minha inspiração se a vontade de escrever continua dentro de mim.
Não vou dizer que parei de escrever porque não estou num momento feliz, não é nada disso. Digamos que estou vivendo mais um Agosto. 
Todo mundo diz que Agosto é o mês cabuloso, aquele mês em que acontecem muitas coisas não tão boas (talvez isso justifique a ausência de inspiração).
Ah...desisti de escrever, estou perdida aqui ouvindo "A grande família".
Só sei dizer e quero deixar registrado aqui que esse agosto estava caminhando para ser como o agosto de 2009 (cheio de lágrimas e olhos inchados, espera pelo afeto e pura tristeza), mas tratei logo de mudar o destino e tomei iniciativa de resolver logo os pepinos.
Houve uma evolução na minha cabecinha de menina, que não tem mais 22 e sim 23 anos.
Isso faz uma diferença e tanto, viu!
Uma coisa é certa, quando a gente sofre uma vez, não sofre pela segunda, a vida ensina como agir, deixa a gente mais forte e cheio de coragem...
Posso até passar agosto sozinha, mas não vou passar chorando.


Vou pedir que minha inspiração volte... Logo posto algo não fluxo de consciência aqui.

27 maio, 2010

Ano Par...

Não é uma teoria pronta,
apenas uma ideia,
uma ideia que surgiu aqui agora, preciso investigar pra confirmar as hipóteses.
Andei pensando que nos anos pares começo um projeto e no ano ímpar o concluo.
Foi assim com muitas coisas (TCC, cursos, Telecurso Tec, mudanças)...
Esse ano (2010) estou em mais um Projeto (PUC), e ano que vem termino...

Gosto dos anos pares, é neles que tenho idade ímpar.
É...daqui a pouco um patinho sai da lagoa para dar lugar ao número 3.

E soprarei 23 velinhas,
muitas?
Não perto da vontade que tenho aqui de viver,
Será preciso outras muitas 23 velinhas para realizar todos os desejos que tenho.

17 abril, 2010

Garotas ficam mais fortes depois que choram

Um sonho é assim.
Se a gente sonha ele acontece e pronto. Parece até verdade se a gente esquece de acordar,
Estou com problemas na fabriquinha de sonhos, pensando se não entrei no sonho errado, ou se deixei isso aqui que sonhei pra minha vida se tornar um pesadelo.
Me lembro direitinho do meu sonho, ainda menininha sonhando em ser professora, ajudar as pessoas, ouvir, ser ouvida...aprender, ensinar...E o sonho se tornou verdade, esqueci de acordar.
Não vim aqui dizer que acordei, vim aqui dizer que essa semana um pesadelo invadiu meu sonho e me fez pensar em acordar, deixar tudo pra lá...
Desejei acordar e sair correndo, apagar o sonho da menina e trabalhar com máquinas. Não sei se foi errado pensar assim, mas eu pensei, e talvez esteja nesse momento me confessando.
Sei que todas as profissões tem suas dificuldades, seus altos e baixos, e todo mundo sabe que não está nada fácil ser professor nessa sociedade onde tudo é instantâneo, efêmero.
A sociedade perdeu seus valores, respeitos e costumes...é tudo tão vago, palavras tortas são tão comuns.
Não quero ficar falando na falta de desinteresse dos alunos, porque sei que é um saco ficar sentado em filas, olhando para uma lousa verde sem graça, com letras tortas desenhadas por giz branco; enquanto eles desejariam estar lá fora, lidando com máquinas, realidades virtuais, jogando bola, sentindo o vento no rosto, colocando conversa em dia com os amigos...
Não é fácil concorrer com a bola, com o video-game, com a internet, com as drogas, com a moda, com o funk, com os namoricos...
Não está fácil concorrer com a informação barata e imediata que anda circulando por aí...Não é fácil motivar essa galerinha a sonhar como eu... não é fácil trazê-los para meu sonho. Não é fácil invadir o sonho deles.
Muitas coisas aconteceram comigo nesses últimos dias, acontecimentos que me trouxeram a reflexão, o choro, a dor, consultas, remédios e consequentemente palpites e conselhos de amigos e familiares.
Em meio a todo esse turbilhão, paro e olho para mim.
Me vejo em meio a muitas coisas, coisas que desejei: a sala de aula, meu cantinho, a Pós na PUC, a liberdade...
Me vejo perturbada, com um pouco de dificuldade em administrar todas essas coisas. Na Pós e na vida consigo ver clareza, mas na sala de aula, sinto que faltam ferramentas para que eu tenha um melhor desempenho. Muitas vezes sinto-me sozinha, lutando para que haja interesse dos meninos pelo aprender, ou pelo menos pelo respeitar. NÃO ESTÁ FÁCIL.
São vidas, e são vidas diferentes, e mexer com as pessoas sem se envolver com suas vidas é uma tarefa difícil, principalmente para mim, que me envolvo emocionalmente demais com o que faço.
Tive uma grande alegria no dia 30. Após prestar o Cocurso da SEESP e conseguir atingir o esperado em Língua Inglesa e Língua Portuguesa, uma onda de alegria tomou conta de mim...comemorei, gritei, fiquei feliz, imaginei a minha vida com mais esse sonho realizado: efetiva - nessas condições, eu poderei realizar mais alguns sonhos guardados aqui dentro.
Após essa onda de alegria, comecei a ficar fraca, caí. Não estava conseguindo lidar com as situações de conflito na sala de aula. Não estava encontrando paciência e serenidade para ser a professora que sonhei. Por uns dias perdi a motivação, os palavrões passaram a fazer barulho em meus ouvidos, a ferir meu coração, fiquei alheia às minhas vontades e aos meus ideais...fui seguindo a maré, deixando a onda me levar...
Gritei, falei, esperneei, tentei concorrer de todas as formas. Fiquei mal, fraca, parei. Recuperei um pouco a motivação.
Depois o furacão aumentou. Tentei conversar, ouviram, mas parece que não fez efeito toda a minha genuinidade. Me calei. E quando abri a boca, foi em prantos, não consegui segurar tanta dor guardada aqui dentro, tanta frustração. Chorei demais na terça, chorei tanto que a minha cabeça não aguentou, entrou em estado de alerta, perdi a noção, a consciência, perdi o controle, fui carregada para o hospital, tomei remédios, repousei...
Depois de um tempo, parei e refleti...preciso me recompor...me reorganizar, colocar a cabeça no lugar e pensar conscientemente que não vou desistir do meu sonho.
Não dessa vez,
não nesse tropeço,
não vou escorregar nessas lágrimas,
não posso ficar cega novamente,
nem cruzar meus braços...
Não vou me esquecer das alegrias desses dois anos que já vivi  e ficar apenas com a frustração momentânea.
Isso é se entregar.
Isso é ser fraca.
Eu já chorei demais. "Garotas ficam mais fortes depois que choram".
Não sou Shirra, mas tenho a força...
Continuo pelos que querem e pelos que não querem também,
Eu tenho valores, e se essa sociedade não tem,
continuarei contagiando-os com o pouco que consegui ter.

Continuo buscando forças, nesse momento sei que está dentro de mim. Deus me ajudará.

14 novembro, 2009

Previsões

Você prevê tanta coisa, garota!
Que devia prever que devia estudar mais em vez de dormir e não fazer nada mais além de se distrair navegando.

Reaprender.
Essa é a palavra-chave de hoje.

08 abril, 2009

Filosofia

Se você for capaz de dar valor aos sentimentos alheios, você será a pessoa mais rica desse mundo.


Filosofia barata - Não no fundo do poço.
By myself.

03 março, 2009

Palavras ao vento virtual

Se eu não estivesse sentada escrevendo aqui nesse exato momento, estaria procurando uma forma relaxante de me refrescar. Caracoles! está fazendo um calor "baianístico" e não tem nem para onde correr, não há banhos, Boticário, Natura, Banho a Banho que dê conta do recado!
Apelei ao vento virtual. Porque o vento natural,
Ah...
Esse deve estar em outro planeta!
Não quero chuva!
Quero ar!
Parece que nos dias históricos de calor da metrópole, o vento resolve partir...
Deve ir lá...
...
...
Bem depois daquela curva, a famosa curva que todos dizem que ele faz!

04 setembro, 2008

Em que mundo Estamos?

Mundo mundo vasto mundo!
Sempre encaro a vida, as coisas tão bem, tão alto-astral, tão leve...
Mas não sei...Não sei...
Não sei nem o que vim escrever hoje, tanto tempo sem passar por aqui, tanta coisa pra dizer, e as coisas de repente não saem...

A luta diária nos prende tanto, tanta coisa para ser feita e as vezes o ócio ainda consegue invadir as nossas vidas!
Não sobra nem tempo para colocar as ideias para fora!
Todos os dias uma história, sorrisos, lágrimas, sorrisos de novo, canções que se formam, palavras, gritos, gestos, olhares, beijos, abraços, amigos, alunos, família, amigos, pessoas que vão e vem...
E o mundo não pára nunca. E as pessoas não mudam nunca; ou se mudam, passam a se parecer com aquela que já conhecemos, e o mundo segue, cheio de comparações, metáfora, metonímias, hipérboles e quanta figura de linguagem couber nesse contexto!

Lições que aprendemos, esquecemos, tombos, ajudas, ombros, frases de caminhão, de cartão, presentes, aniversários, bolos, velas, balões...
Promessas, políticos, eleição, proposta, dívida, corrupção...
Jogadores, olimpíadas, lutas, choros, sorrisos, medalhas, patriotismo, decepção, emoção, culpa, choro, sorriso, fama, esquecimento, mídia, sensacionalismo...

Cadeia infinda de coisas ligadas e interligadas, uma só música cantada por muitas bocas, esperança, mesmice, mudança, descrença...
Raiva, tristeza...O que será que sinto agora enquanto escrevo esse fluxo de consciência???
O leitor, por favor, não repare, hoje tive um dia difícil, cheio de tudo um pouco que falei aqui, não roubaram minha dignidade, mas acho que um pouco da minha paciência, apareço depois para contar o dia de uma professora como eventual, como ela se sente, como é tratada, o que espera e o que recebe em sala de aula...
Depois contarei mais...o dia de uma professora de um curso profissionalizante, cheia de sonhos, esperanças...
Posso também contar o dia de uma professora que leciona para o Terceiro ano do Ensino Médio...que vê tanta coisa!...
Meu Deus, paro por aqui...Esse fluxo não termina hoje...

Olhos de ressaca, como diria Machado de Assis, ardendo pelas lágrimas passadas minutos atrás.

25 maio, 2008

Fluxo de Consciência

Perder o dia de trabalho porque acordou atrasada não é legal de levar. Você fica o dia todo remoendo aquilo. Mas paciência, acontece nas melhores famílias. Dia corrido, mesmo sem trabalhar. Com uma festa de 15 anos ao fim do dia, muito boa por sinal. Aproveitei o quanto pude, lembrando da minha formatura e o quanto eu deveria ter aproveitado mais aquele momento tão único. Minha meta é aproveitar todas as festas ao máximo pra compensar o tempo que fiquei na fila da foto e entrada em minha formatura.
rsrs. Aproveitar momentos, esse tem sido meu lema atual, o meu grande desafio tem sido aproveitar certos momentos sem me apegar a detalhes, que não podem ser parte da minha realidade. Sim, não quero me envolver, gostar, me entregar a alguém sem que esse alguém corresponda a esse sentimento que está escondinho aqui dentro, gritando bem alto que quer sair. A verdade é que eu queria conquistar a pessoa, ou melhor, gostaria de ser conquistada ao mesmo tempo. Ser objeto de desejo não é legal de levar. Acho que estou um pouco por fora da realidade das mulheres, que saem a campo, agarram os homens e brigam até os dentes para ficarem com eles, passando por cima de toda a realidade e histórico que pode acompanhar essa pessoa.
Eu não estou procurando um príncipe encantado, mas também não sou nenhuma louca com sede de sexo que dorme com um cara a cada semana para saciar meu desejo. Até porque meu desejo é ter alguém que conte seu dia, que me ligue pra dizer "Boa Noite" e alguém que deite a cabeça em meu colo depois de um dia turbulento, e possa esquecer as lamúrias passadas. Alguém que eu possa ligar e dizer que estou sentindo a falta, e depois de alguns minutos, poder dar um abraço nessa pessoa e dizer o quanto fico feliz em estar com ele.
Ah...mas tudo isso são coisas da minha cabeça. A gente acha que conhece as pessoas e se engana muito, a gente acha que já conquistou, quando na verdade pode estar caindo na pegadinha semanal...ser só mais uma na lista, e depois tchau...
Certas atitudes mudam as pessoas, eu não mudarei, só tomarei cuidado com o próximo príncipe encantado que bater em minha porta, pode ser que o moço esteja indo a alguma festa à fantasia, para a qual eu não fui convidada.

A música a seguir, da Vanessa da Mata, traduz melhor o que sinto...
Eu Quero Enfeitar Você
Vanessa Da Mata
Composição: Liminha e Vanessa da Mata
Eu não quero este poder
Toma ele pra você Eu só quero cantar,
gozar e Gastar da vida
Eu só quero um cafuné
Um cobertor de orelha fixo
Neste inverno tão rígido
Fingir que acredito em você
Eu quero enfeitar você
Eu só quero me perder
Eu não quero este poder
Chamar o sapo de príncipe
Comer você de manhã
E quando tudo parecer
Que está quase perdido
Que foi quase esquecido
Que não é mais minha maçã
Eu quero enfeitar você.


(não desejo me casar agora, tenho muito que aprender...quarta feira chego aos 2.1)
Como o tempo voa! Como diria Cazuza: o tempo não para!

27 janeiro, 2008

"Impaciente e indeciso!"

Depois desse texto melancólico e passado, resolvi jogar conversa fora!
Ainda não tenho nada a dizer, por hora.
Mas sei que irá fluir à medida em que meus dedos deslizarem pelo teclado.
Meu estado? Bem, um trecho da música do Querido e saudoso Renato Russo traduz tudo: "Tenho andado distraído, impaciente e indeciso, ainda estou confuso, só que agora é diferente, ...não sou mais tão criança"...
E por aí vai... Ando sentindo necessidade de um plano.
Sim!
Terminei o curso de Letras, quero muito, muito trabalhar na área, colocar em prática tudo que aprendi!
Para quem não sabe, eu manicuro as unhas das pessoas.
Gosto do que faço, o fato é que não quero passar a vida toda fazendo isso!
Tenho andado bem impaciente com essa situação, e não consigo me empenhar tanto nessa tarefa!
Gosto de fazer muitas coisas, até crochetar, crocheto!

Bem, o fato é que tem sido difícil essa nova fase, eu presumia tudo isso, mas não me preparei tanto para isso.
Já entreguei uns 40 currículos em escolas, com o intuito de lecionar,
Mas sabem como é, nenhuma experiência, o currículo acaba virando rascunho, suponho.

Fiz inscrição na Diretoria de ensino, para pegar umas aulas como eventual. Agora é aguardar!
Sei que é uma fase passageira, não sei nem o motivo pelo qual resolvi fazer disso aqui um confessionário hoje, mas eu preciso registrar esse momento de pura tensão e impaciência!

Compartilho esse momento aqui, pois presumo receber umas respostas que me farão ver que não sou a única a passar por um momento assim.

Continuo acreditando que a esperança é a última que morre.

PS: desculpem pela falta de inspiração e pelo momento fluxo de consciência impaciente!