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17 maio, 2013

É assim que escrevo

Ah...a escrita! Desde que me entendo por gente ela faz parte da minha vida. Antes mesmo da escrita convencional, eu já adorava fazer garatujas pra minha irmã ler. 
Depois de alfabetizada vieram os caderninhos com versinhos apaixonados, as cartinhas para as professoras e para as muitas amiguinhas que eu deixava para trás a cada mudança de escola. Sempre cercada por livros, cadernos, canetas, adorando as palavras e plantando-as no papel.
Escrever pra mim é um gosto que tenho desde sempre, ultimamente tem faltado tempo e motivação para praticar a escrita, o que me deixa um pouco desolada, porque gosto de escrever e quando começo não quero mais parar.
Engraçado lembrar da minha infância cercada de livros e cadernos, sempre tive um jeito muito particular de escrever. Jogada no chão, muitos cadernos e livros em volta, cercada por palavras, sentia-me uma ilha, ali eu navegava sem pressa, tão despreocupada que muitas vezes acordava com minha mãe me chamando para a cama, dormia com os livros, essa era uma cena constante.
Essa cena da infância veio-me à memória agora porque mês passado estava eu desesperada escrevendo meu artigo para o Curso de Pedagogia, "como sempre, deixei para terminar em cima da hora", peguei-me cercada pelos livros, aquela cena me fez lembrar na hora as minhas manias de infância.  A única diferença é que não estava no chão e estava escrevendo no computador.
Não perdi minha mania de cercar-me por livros, mas fazia tempo que não me pegava assim...foi tão bom relembrar, fiquei tão nostálgica que até tirei uma foto.
Se eu soubesse que a escrita me acompanharia por tanto tempo, teria guardado meus cadernos da adolescência, era lá que eu traçava metas, desabafava e colocava as inspirações diárias. O último que me recordo, era um caderninho de capa cinza, encadernado, 48 folhas. Escrevi nele todo, mas deixei-o na casa da minha vovó quando vim morar em São Paulo. Queria muito encontrar com aquela escrita de dez anos atrás. Só pra entender porque é que assim que escrevo.
Eram mais de dez livros me cercando - foi bom relembrar

23 novembro, 2012

Manchete do Dia:

A nova morada foi feita com garrafa Pet de água Bonafont 1,5 ml

 Margaridas ganham nova morada feita com garrafa de Bonafont! “Estamos nos sentindo mais vivas e notáveis“ - declaram euflóridas... 
(Gazeta Florida)

15 março, 2012

Inspiração Lygiana: A guarda-chuva azul-clarinho

Do último mês para cá, estou sendo beneficiada por uma overdose do livro "A Bolsa Amarela" da minha querida Lygia Bojunga (estou lendo o livro para as minhas cinco salas do Ensino Fundamental). Quem passa por aqui, sabe que sou fã apaixonada dessa escritora desde 2009. Hoje lá na reunião pedagógica na escola da Prefeitura, fiquei com os olhos banhados em lágrimas falando com uma colega sobre a minha paixão pela Lygia, não me acostumei ainda com esse sentimento, mas é assim sempre que falo da Lygia e de todo meu encantamento por ela, acho que entro em transe, fico hipnotizada, revivo toda a emoção sentida desde a minha descoberta, até minha busca constante por seus livros.
Depois da conversa com a Simone, a emoção continuou ali, me cutucando, pedindo pra virar palavra, suplicando de tudo de era jeito para virar logo história. Me peguei em diversos momentos do dia imaginando a história dos objetos que carregava, da minha agenda, até a minha sombrinha roxa. Já noite, no último dia de curso CFC, perdida nos detalhes da sombrinha da colega ao lado, escrevi a história da guarda-chuva azul-clarinho. Inspirada, é claro! na história da guarda-chuva da Raquel do livro "A Bolsa Amarela".

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A Guarda-Chuva de cabo azul clarinho
Por: Jaqueline Flores 
Essa é a história de um guarda-chuva que antes de sair da fábrica, quando ainda estava sendo feita, não sabia muito bem o que se tornaria, se um guarda-chuva forte e robusto (desses pretos, enormes, que são ótimos pra ameaçar os olhos dos pedestres em dias de chuva), ou uma sombrinha delicada, daquelas que enfeitam bolsa de mulher e deixam o dia muito mais colorido, seja noite, dia chuvoso ou dia de sol.
Celeste trabalhava lá na fábrica que fez a guarda-chuva, estava dando acabamento em uma grande remessa (colocando o tecido - deixando a peça com cara de homem ou de mulher), quando topou com um guarda-chuva de cabo azul-clarinho. Celeste adorava olhar o céu durante os dias ensolarados, ela achava que o céu azul era a coisa mais bonita de se olhar, quando saía na rua nos dias ensolarados, ficava ainda mais alegre e sonhadora.
Celeste achava que em dias de chuva, o mundo ficava com ar triste, as pessoas só carregavam guarda-chuva homem, todo preto, deixando o dia ainda mais cinzento. Pensando em tudo isso, com o guarda-chuva  (ainda sem tecido) de cabo azulzinho nas mãos, ela decidiu que aquele seria um guarda-chuva mulher, colocou nele uma seda branca, toda salpicada de estrelas azuis, verdes e amarelinhas...Dessa forma, a guarda-chuva deixaria o dia mais colorido, quem a visse, lembraria logo de um lindo dia de sol.
A Guarda-chuva saiu da fábrica toda satisfeita, tinha gostado de vir ao mundo com essas cores tão vivas e com a função de enfeitar o mundo. Foi morar provisoriamente em uma barraca de um vendedor muito animado, numa rua bem movimentada, onde as pessoas só gostavam de guarda-chuva homem, a guarda-chuva não via muito sentido nisso, mas esperou paciente até o dia em que teria uma função além de enfeitar o mundo na barraca do Sr. Animado.
A existência da Guarda-Chuva ganhou sentido e mais alegria, quando Josefa, que gosta de tudo alegre e chamando bastante atenção, comprou a Guarda-Chuva do Sr. Animado e saiu feliz da vida, cantando na chuva, toda orgulhosa por ser dona de uma sombrinha tão companheira e tão charmosa...
Quando saía à rua, a Guarda-Chuva de nome JAHO Umbrella, sentia-se a guarda-chuva mais feliz do mundo, pois sabia que sob a cabeça da Josefa, tornava-se um pedacinho do céu, que a Celeste gostava tanto.
 
Depois que escrevi a história e dei pra Josefa ler, nasceu o momento para registro da JAHO, a guarda-chuva saiu do anonimato no curso de CFC, tudo isso por causa do livro "A Bolsa Amarela".