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21 agosto, 2014

Emoção Solar

Em algum lugar dessa cidade
Agitada, alheia, compromissada,
Nesse exato instante em que observo
Entre adolescentes enérgicos
Esse momento em que o Sol
Se retira, vai embora, se põe.

Em algum lugar
Sei que há agora
Alguém a aplaudir, admirar.
Um casal aproveita pra namorar
Um fotógrafo o eterniza num clicar
Esse espetáculo divino
Que tanto me faz sorrir,
Suspirar e sonhar.

Enquanto ele, magnífico
Termina seu expediente
Eu o admiro e penso
"Como é que ninguém sente
A beleza desse momento
Em que essa luz vai embora
Transformando-se em segundos
Levando o dia para outro lugar
Deixando espaço para a noite?"

Ele...
brilhante, "significante"
poético e inspirador.

Em vez de o olharem, os daqui,
Alunos agitados, agoniados,
ansiosos pela hora do sinal,
Preferem o vazio do desespero,
Não param para agradecer
ou até mesmo aplaudir
Esse espetáculo que eu
certamente pagaria pra ver...

Até amanhã, Sol,
Nos encontraremos em minha janela
Quando chegares para brincar de amanhecer.

(Flowers, 20 de Agosto de 2014)


Momento que os alunos não entenderam. Pôr do Sol na última aula no 8ºano B da EMEF Armando de Arruda Pereira. Poucos minutos eternizados em alguns versos. Aquele laranja tomou conta de todos os meus sentidos. Mais uma vez o Sol me inspirando, banhando meus olhos sedentos de poesia.


15 fevereiro, 2012

Abraço de Professora


Hoje pela manhã, entrei na sala e ouvi de uma aluna:

"Professora, posso te dar um abraço?"
Eu disse que podia...
Ela me abraçou tão gostoso...
um abraço tão bonito e carinhoso...
A sala não entendeu nada,
mas aquele abraço fez minha alegria triplicar.

Quando eu digo que sou professora,
muita gente me olha com ar de pena...
O que é isso minha gente?
Tô feliz, ganho para receber abraços
 e contagiar com os vírus da Leitura e Alegria!

Se tem uma coisa boa
É abraço sincero de criança!
Abraço: é quando as almas conversam!

11 setembro, 2011

Eu Acredito!

Sou uma pessoa muito crente. Sim, crente! Aquela que crê em alguma coisa, em alguém! E quando digo que acredito, preciso dizer qual é o objeto da minha crença.
Acredito que leitura não se ensina, se contamina.
Aprender a ler é um fato na vida das pessoas, uns aprendem depressa, bem cedo, outros demoram um pouco mais, e outros, bem...não conseguem dominar a prática durante toda a vida.
Aprendi a ler muito cedo, com sete anos já lia tudo, rabiscava alguns garranchos e forçava as pessoas a lerem os mais absurdos neologismos.
Desde cedo frequentei a biblioteca, levava muitos livros para ler em casa, e anotava todas as leituras que fazia na minha minúscula cadernetinha.
Então, você que me lê, pergunta: "quem contaminou essa menina com a leitura?" Tento buscar na memória, e vejo minha mãe, que teve pouca oportunidade para estudar, sentada, lendo a bíblia ou algum livro da igreja. Taí, foi a Dona Maria quem me contaminou com a leitura. Tanto é que logo cedo li a Bíblia também.
Com essa contaminação, saí lendo, lendo, fui ler no Curso de Letras, que é o que SEMPRE quis fazer, lá, continuei amando mais ainda a leitura. E se hoje sei o que sei, graças aos livros que mergulhei, graças a esse hábito que sempre cultivei. Cada livro lido, cada história contada, cada conversa sobre uma leitura, tudo isso pra mim é pura riqueza.
Já fiz amigos por causa de livros, já ganhei livros de amigos, já li para os amigos, já ouvi amigos lendo para mim. O Livro e eu. Somos assim: um caso de paixão e fidelidade.
Se minha mãe não lesse em casa, acredito que eu não teria seguido esse modelo, claro que fui além da Bíblia, pois foi aí que descobri meu passatempo predileto. E dele nasceu a escrita.
Hoje, como professora, continuo devorando os livros que me cativam, claro que com uma voracidade menor, mas com a mesma paixão de menina. Paixão essa que venho tentando espalhar nas salas de aula por onde passo, pregando aos pouquinhos essa minha crença na leitura, que enobrece, entrete, alegra, leva para viajar...leitura que contamina.
Não ensino meus alunos a ler dando-lhes um livro obrigatório para uma prova boba que depois será engavetada. Deixo-os livres para serem cativados pelos livros, dou-lhes a liberdade de falar sobre como esse livro mexeu com eles. E tudo isso acontece nas nossas rodas de conversa e leitura.
Tenho visto depoimentos maravilhosos, emocionantes. Vejo-me em cada rostinho que fala do livro, me alegro em ver como mergulham na história e estão contaminados pela leitura.
É por essas e outras, que acredito que podemos ser um país de leitores. Basta você, leitor, contaminar alguém aí por perto. Não precisa falar nada, obrigar? Nem pensar. Suas ações contaminarão por você!

Roda de Conversa e Leitura lá no CEU Vila Rubi
"A gente não aprende a ler, a gente se contamina".


26 março, 2011

Emoções e descobertas em Rodas de Conversa

Há quase três meses lecionando no CEU Vila Rubi já vivi muitas emoções com minhas três turmas de sexto ano. E com esse mix de emoções afirmo: a leitura mexe com a emoção das pessoas, a leitura transforma, há coisas que um livro pode fazer na vida de uma pessoa que não sou capaz de descrever aqui.
Tenho como método solicitar leituras aos alunos e um diário de leitura registrando o envolvimento deles com o livro, peço que escrevam nesse diário como foi o encontro deles com o livro, o que o levou a lê-lo, os sentimentos despertados, o que conseguiram aprender. O registro do diário de leitura vai além do resumo sobre o enredo do livro. Meu aluno tem que produzir teu pensamento no diário, o que leva essa tarefa a ser carregada de emoção e envolvimento do aluno com o livro.
Na primeira semana de aula expliquei-lhes que leriam livros e escreveriam sobre essas leituras no diário de leitura, e como sou uma doida por livros, fui deixando bem claro para eles que essa seria uma tarefa de dentro, uma conversa do leitor com o livro. Fui deixando bem claro para eles também que sou uma pessoa que lê e gosta muito do que faz. Acho que perceberam isso e foram contagiados, porque no dia marcado para a entrega do diário e da nossa Roda de Conversa sobre as leituras feitas, me surpreendi tanto, que a emoção é difícil de descrever.

A nossa tímida Roda de Conversa sobre as leituras depois virou festa
 Meus alunos possuem um repertório literário que achei lindo e digno de condecorações. As leituras foram desde Chapeuzinho Vermelho a Marley e Eu. O melhor ainda é que cada um contou seu envolvimento com o livro, leram livros que ganham da Prefeitura para comporem suas bibliotecas, leram livros emprestados pela Biblioteca do CEU e pela Sala de Leitura, leram livros que tinham em casa, livros que pediram para os pais comprarem. Poucos do sexto ano ficaram sem ler, até quem chegou por último na turma (matrícula suplementar) queria ler e falar sobre um livro.
Essa experiência de falar para o outro, de ser ouvido, de falar de algo que viveu, de uma descoberta, deixou-os a princípio, aflitos, mas depois todos se soltaram, teve gente que não queria mais parar de falar. Na roda de leitura tive reencontros com muitos livros que li na minha adolescência, foi um reencontro maravilhoso, meus livros prediletos estavam lá nas mãos deles, e comecei a me sentir parte daquela história que eles estavam contando. O meu pé de Laranja Lima, O Pequeno Príncipe, Beleza Negra, livros da coleção Salve-se quem puder e muitos outros que li e gosto estavam ali na roda de conversa. Para mim, aquela roda foi só risos, emoções e descobertas.
Sim, aprendi muito com meus alunos, trouxeram-me sugestões de livros que pretendo ler com certeza. Já comecei ontem com o livro da Clarice Lispector sugerido por alguns alunos A vida íntima de Laura, li e gostei muito. Nessa roda de leitura descobri que ainda tenho muito o que ler.
Não lembrava que a Clarice escrevia para crianças. Ótimo livro para falar do tema diversidade
É tão bom quando a gente fala a mesma língua, e é tão bom quando acontece essa troca com uma turma, melhor ainda quando a troca e com três, quatro turmas. Estou muito feliz com esse presente: alunos apaixonados por livros. Causadores de emoções e descobertas. Já vi que o ano promete. Quero fazer nosso próximo encontro lá na Biblioteca do CEU.

09 fevereiro, 2011

Novo desafio

A partir de hoje coloco no meu cotidiano um novo desafio. Esse é o meu quarto ano como professora de Língua Portuguesa. Desde 2008 sempre tive quintas-séries. Gosto da energia deles, dos olhos cheios de sede, da vontade e curiosidade de aprender a rotina do Ciclo II. Gosto de despertar neles o gosto pela leitura, escrita e principalmente o interesse pelos estudos. Tento criar uma atmosfera de troca e aprendizado constante. Principalmente a pesquisa e descoberta pelo prazer literário.

Não consigo entender como funciona o Ciclo II (1ª à 4ª série), sei que o desempenho de cada aluno é único, que cada um tem o seu tempo para ser alfabetizado. Nem todas as crianças começam a ler na 1ª série, para essa é necessário um trabalho muito mais intenso. O fato é que chegam muitas crianças na quinta série ainda não alfabetizadas, algumas no nível silábico e outras no nível alfabético.

É um desafio muito além do meu alcance. Não sou alfabetizadora, sou professora de Língua Portuguesa, no curso de Letras não me ensinaram a alfabetizar, o que tento é pelo meu esforço e amor ao que faço. Mesmo assim não consigo fazer milagres, pois são apenas cinco aulas semanais com mais de 30 alunos por sala, cada um com seu estágio de aprendizagem. Há os que dominam muito bem a leitura e escrita dentro dos padrões exigidos para a série, mas há aqueles que fazem apenas garatujas, as quais me deixam em desespero, sem saber por onde começar.

Sinto que há aí uma lacuna muito grande. O discurso político que ouvimos por aí "Crianças alfabetizadas na primeira série" e a realidade que enfrentamos diariamente nas salas de aula. Falta capacitação dos profissionais para lidar com essas situações, não apenas lidar, mas encontrar uma solução plausível. Como fazer? Como ensinar essa criança que passou quatro anos dentro de uma sala de aula e não aprendeu a ler? Não adianta tentar encontrar o culpado, resta ir em busca da solução. Ano passado tive oito alunos não alfabetizados em uma classe de trinta. Sei que não pude fazer muito por eles, mas me esforcei e os encaminhei para os especialistas da alfabetização disponíveis na escola.Não é muito, mas já foi um bom começo.
Esse ano tenho cinco alunos em uma sala de trinta e dois que não foram alfabetizados ainda. Será um desafio e tanto, já coloquei na minha lista de metas que até o término do ano letivo, dois deles, no mínimo, precisam estar lendo e escrevendo. Quero ver uma evolução no aprendizado dessas crianças. Não sou santa para fazer milagres, mas espero contar com o apoio das pessoas envolvidas (família, escola, especialistas e professores de outras áreas) para vencer esse desafio.


________________
Mais sobre níveis de desenvolvimento da escrita em:
Ferreiro, Emília e Teberosky, Ana: Psicogênese da língua Escrita. Ed. Artes Médicas. Porto Alegre, 1999.

17 setembro, 2010

Os Ipês-Amarelos já floresceram

Foi com essa imagem que comecei o meu dia de trabalho na sexta-feira passada. Um belo pé de Ipê-Amarelo na porta da escola onde trabalho. Não resisti e tirei a câmera da bolsa para registrar essa imagem tão bela, como tenho feito quando vejo o sol, como quando vejo a lua.
Tenho dito que setembro despertou em mim um olhar sensível para o belo da natureza, sensibilidade essa que tem me deixado muito contente. Coincidências ou não, esses momentos de sensibilidade sempre acontecem quando estou ao lado de pessoas especiais, pessoas que partilham do mesmo olhar que eu, despertadas pelo encanto natural das coisas simples da vida.
No momento dessa foto, a Raquel estava ao meu lado também se encantou com a imagem do Ipê. Incrível como não tinha reparado nele ali antes, todo amarelo, combinando com a pintura do muro, enfeitando o céu azul, tornando o dia ainda mais belo.
Já havia reparado como os Ipês-amarelos combinados com as folhas verdes lembravam a cor da nossa bandeira, enfeitando as ruas por onde passava. Mas não sabia nada mais além de admirá-los...
Com esse interesse repentino, descobri que os Ipês só florescem uma vez ao ano, final de Inverno, anunciando a chegada da Primavera. Enchem os olhos das pessoas de esperança, de encanto, de alegria, rendem fotos, poemas, crônicas e conversas como as que tenho com a Raquel, com a Nilza, Helio e Sr. Matias.
O final de semana passou, e na segunda-feira o Ipê ainda estava lá, todo florido, todo poético. Chamei as pessoas mais sensíveis que haviam por perto pra tirarem uma foto com o Ipê. Foi uma explosão de sorrisos e encanto.
No fim do dia, antes de voltar pra casa, passei pelo Ipê. Muitas das suas flores já estavam ao chão. Um verdadeiro tapete de flores amarelinhas, que lembravam mais um tapete estampado de ouro. Não resisti e sentei no meio delas, uma colega registrou o momento, vou guardar com carinho a imagem daquelas flores que pareceram parte de mim.
Hoje o Ipê ainda foi assunto lá na escola, estava arrumando um painel (forrado com jornal) para a Conferência do Meio Ambiente 2010, quando meus olhos bateram na foto de um Ipê-Amarelo e uma crônica de Rubem Alves. Foi um empurra-empurra só entre eu e a Nilza pra devorar as palavras perdidas ali perto do cronograma. Não sabia que Rubem Alves adorava Ipês-Amarelos.  Isso só confirma que essa beleza dessa árvore toca pessoas sensíveis, pessoas especiais.
Compartilho a crônica aqui para quem quiser apreciar. Rubem Alves fotografa com as palavras, e eu sigo com minha câmera onde encontrar um Ipê.

17 abril, 2010

Garotas ficam mais fortes depois que choram

Um sonho é assim.
Se a gente sonha ele acontece e pronto. Parece até verdade se a gente esquece de acordar,
Estou com problemas na fabriquinha de sonhos, pensando se não entrei no sonho errado, ou se deixei isso aqui que sonhei pra minha vida se tornar um pesadelo.
Me lembro direitinho do meu sonho, ainda menininha sonhando em ser professora, ajudar as pessoas, ouvir, ser ouvida...aprender, ensinar...E o sonho se tornou verdade, esqueci de acordar.
Não vim aqui dizer que acordei, vim aqui dizer que essa semana um pesadelo invadiu meu sonho e me fez pensar em acordar, deixar tudo pra lá...
Desejei acordar e sair correndo, apagar o sonho da menina e trabalhar com máquinas. Não sei se foi errado pensar assim, mas eu pensei, e talvez esteja nesse momento me confessando.
Sei que todas as profissões tem suas dificuldades, seus altos e baixos, e todo mundo sabe que não está nada fácil ser professor nessa sociedade onde tudo é instantâneo, efêmero.
A sociedade perdeu seus valores, respeitos e costumes...é tudo tão vago, palavras tortas são tão comuns.
Não quero ficar falando na falta de desinteresse dos alunos, porque sei que é um saco ficar sentado em filas, olhando para uma lousa verde sem graça, com letras tortas desenhadas por giz branco; enquanto eles desejariam estar lá fora, lidando com máquinas, realidades virtuais, jogando bola, sentindo o vento no rosto, colocando conversa em dia com os amigos...
Não é fácil concorrer com a bola, com o video-game, com a internet, com as drogas, com a moda, com o funk, com os namoricos...
Não está fácil concorrer com a informação barata e imediata que anda circulando por aí...Não é fácil motivar essa galerinha a sonhar como eu... não é fácil trazê-los para meu sonho. Não é fácil invadir o sonho deles.
Muitas coisas aconteceram comigo nesses últimos dias, acontecimentos que me trouxeram a reflexão, o choro, a dor, consultas, remédios e consequentemente palpites e conselhos de amigos e familiares.
Em meio a todo esse turbilhão, paro e olho para mim.
Me vejo em meio a muitas coisas, coisas que desejei: a sala de aula, meu cantinho, a Pós na PUC, a liberdade...
Me vejo perturbada, com um pouco de dificuldade em administrar todas essas coisas. Na Pós e na vida consigo ver clareza, mas na sala de aula, sinto que faltam ferramentas para que eu tenha um melhor desempenho. Muitas vezes sinto-me sozinha, lutando para que haja interesse dos meninos pelo aprender, ou pelo menos pelo respeitar. NÃO ESTÁ FÁCIL.
São vidas, e são vidas diferentes, e mexer com as pessoas sem se envolver com suas vidas é uma tarefa difícil, principalmente para mim, que me envolvo emocionalmente demais com o que faço.
Tive uma grande alegria no dia 30. Após prestar o Cocurso da SEESP e conseguir atingir o esperado em Língua Inglesa e Língua Portuguesa, uma onda de alegria tomou conta de mim...comemorei, gritei, fiquei feliz, imaginei a minha vida com mais esse sonho realizado: efetiva - nessas condições, eu poderei realizar mais alguns sonhos guardados aqui dentro.
Após essa onda de alegria, comecei a ficar fraca, caí. Não estava conseguindo lidar com as situações de conflito na sala de aula. Não estava encontrando paciência e serenidade para ser a professora que sonhei. Por uns dias perdi a motivação, os palavrões passaram a fazer barulho em meus ouvidos, a ferir meu coração, fiquei alheia às minhas vontades e aos meus ideais...fui seguindo a maré, deixando a onda me levar...
Gritei, falei, esperneei, tentei concorrer de todas as formas. Fiquei mal, fraca, parei. Recuperei um pouco a motivação.
Depois o furacão aumentou. Tentei conversar, ouviram, mas parece que não fez efeito toda a minha genuinidade. Me calei. E quando abri a boca, foi em prantos, não consegui segurar tanta dor guardada aqui dentro, tanta frustração. Chorei demais na terça, chorei tanto que a minha cabeça não aguentou, entrou em estado de alerta, perdi a noção, a consciência, perdi o controle, fui carregada para o hospital, tomei remédios, repousei...
Depois de um tempo, parei e refleti...preciso me recompor...me reorganizar, colocar a cabeça no lugar e pensar conscientemente que não vou desistir do meu sonho.
Não dessa vez,
não nesse tropeço,
não vou escorregar nessas lágrimas,
não posso ficar cega novamente,
nem cruzar meus braços...
Não vou me esquecer das alegrias desses dois anos que já vivi  e ficar apenas com a frustração momentânea.
Isso é se entregar.
Isso é ser fraca.
Eu já chorei demais. "Garotas ficam mais fortes depois que choram".
Não sou Shirra, mas tenho a força...
Continuo pelos que querem e pelos que não querem também,
Eu tenho valores, e se essa sociedade não tem,
continuarei contagiando-os com o pouco que consegui ter.

Continuo buscando forças, nesse momento sei que está dentro de mim. Deus me ajudará.

11 março, 2010

"A gente não aprende a ler...se contamina"

Entre multidões
tantas reflexões
tantos pensamentos
repetidos desejos
conhecidos, perdidos...

Lá está ela. Pequenina. Sonhadora.
Tudo lhe enternece.

Um só desejo: influenciar,
traduzido em: contagiar,
contaminar...
                            Com algum vírus?
                                               doença?
                            Mau comportamento?
Não.
                           Com um livro nas mãos.
Olhos brilhantes,
voz embargada pela emoção,
ela caminha pela sala
rodeada pelos pequenos,
felizes com a contaminação da leitura.

Momento de grande emoção durante uma aula de leitura na 6ªC, lendo "A invenção de Hugo Cabret" de Brian Selznick.
Como conheci o livro de 530 páginas que li em menos de um dia?
O livro veio da escola onde trabalho, foi comprado para trabalhar nas aulas de leitura com turmas do Ensino Fundamental, como tenho essa doce tarefa (incentivar a leitura) peguei o livro para ler...
Fiquei fascinada com as imagens e a impressão do livro logo de cara, mas não cheguei a ler, apenas folheei e guardei...isso foi em novembro, agora que minha férias estão terminando, resolvi pegar firme e ler...
Foi simplesmente mágica a leitura, não consegui parar de ler, comecei ontem e ontem mesmo terminei...vou ler novamente antes de falar dele para meus meninos e meninas, Hugo Cabret agora faz parte de mim...

Fiquei emocionada no trecho em que ele fala das máquinas quebradas e relaciona isso com a motivação...
outro trecho que adorei, foi que somos únicos, estamos aqui nessa grande máquina por alguma razão....
"Hugo Cabret fala de sonhos, de luta, de sobrevivência. Mágicas, cinema, segrego, mistério... Trama envolvente do início ao fim. Crianças sonhadoras, mistérios revelados. As vezes a gente acredita em coisas que não existem, inventa um sonho simplesmente a fim de mudar a dura realidade. Pois não é que a invenção de Hugo dá certo? Essa história é um tapa na cara dos acomodados. Pessoas quebradas, sem motivação, precisam ler esse livro!"

"Pensei qe faria comentário de um trecho do livro. Impossível. Porque em menos de cinco horas li o livro inteiro. Estou fascinada com a história de Hugo. História de sonhos, mostra que por mais que a realidade pareça sonho, devemos acreditar. O trecho que mais gostei e até tomei nota, foi o da motivação, "quando você perde a motivação, é como se estivesse quebrado¹"."

Senti uma vontade enorme de escrever e meus sonhos ficaram mais intensos, sabendo que sonhos tornam-se realidade, busque, acredite.

Por trás de toda amargura, existe uma história doce. Sr. Georges M. é um exemplo disso.


(relato feito assim que terminei a leitura, no dia 28 de janeiro de 2010)


¹ SELZNICK, Brian. A invenção de Hugo Cabret. São Paulo. Edições SM. 2007, p. 374

22 novembro, 2009

Asssim assado

Quando a semana é cheia, não dá tempo de pensar em nada além das obrigações.
Essa semana foi tão cheia, acordei cedo todos os dias que ganhei muito mais tempo comparado aos dias que não tenho tantos afazeres.
Trabalhei a semana toda, os três períodos e ainda matei saudade de velhos amigos que há tempos não via.
Fui à OCA revisitar O Pequeno Príncipe e por sorte acabei descobrindo que deveria sim ter voltado lá. POrque na sexta-feira da semana passada não visitei dois andares de exposição, a parte dos planetas no teto (parte mais alta da Oca) e as aquarelas do Antoine, um verdadeiro retrato de sua alma.
Foi bom rever as pessoas que vi, estar com quem estive e também aprender a guardar segredos de felicidade.

Nem toda felicidade a gente pode sair gritando por aí.
Há felcidades que ficam apenas na "Oca".
Contentamento.

O SARESP passou, o resultado da minha prova (nem tão satisfatório, mas valeu a experiência), agora é esperar o resultado desses números e começar a nova estapa.

O Natal já está desfilando pelas lojas, cheias de brilho, lantejoulas e papai noel.
Sinos, presentes e gente preocupada com festas.
Assim o peru daqui a pouco estará na mesa: assado.

11 novembro, 2009

Um poeminha à toa

Hoje é um dia que tenho duas aulas na 5ªE. Uma sala em que a maioria é menino.
Já cortei muitos dobrados para conseguir trabalhar lá.
Hoje entrei para falar de Poema, Poesia, Gonçalves Dias e o livro I Juca Pirama e os Timbiras.

Falei de poemas e poesias. Sugerindo a participação de todos. Gostei muito do modo como todos interagiram. Para explicar a diferença entre poema e poesia, escrevi uma estrofe do poema de Camões. Juntos identificamos os versos, a estrofe e as rimas.
Para ilustrar o que é a poesia, pensamos em paisagens, cantamos uma música e desenhei uma flor na lousa.
Poesia é a arte de criar imagens, sentimentos por meio da linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados.
Acredito que isso ficou bem claro para eles.
Ao final da aula, um aluno chegou para mim e disse: "Professora, fiquei olhando a flor que a senhora desenhou. Fiquei pensando em fazer um poema. Depois desisti."
Num estalo ele disse uma frase e saiu correndo...
Fiquei parada pensando no que ele havia dito. Achei a coisa mais simples, linda e singela.
Ele traduziu exatamente a efemeridade da Flor. Poema perfeito. Poesia pura.

Flor no jardim
Um dia se vê
No outro,
Cadê???
Por: Wesley Salles, 5ªE

Ganhei o dia como professora e como pessoa.

10 novembro, 2009

Apagão em 10 de novembro de 2009


Apagão atinge SP, MG, MT, Rio e GO
22h10min. Eu acabara de entrar no 3ºA para dar a última aula. Pego no apagador e a luz começa a piscar. Como sempre acaba luz lá na escola, achei que fosse mais um dos rápidos blackouts. Corri pra perto da minha mesa, encostei na porta e pedi que os alunos não ficassem em pânico, nem saíssem da sala (ainda com esperança da energia voltar). Eles são muito rápidos, mais que depressa já estavam saindo. As luzes piscavam sem parar, e eu pensando "quem está fazendo essa gracinha?"
"Fiquem aqui! Vão achar que foram vocês!" Eu insisti ainda com dois ou três.
Quando vi que não tinha mais jeito e as luzes continuaram apagando, peguei as coisas e segui a multidão de alunos que subiam as escadas felizes pelo direito de uns minutos mais cedo fora da escola. E lá se foi a minha aula...
Todos os professores saíram. Eu vim para casa de carona com minha amiga Raquel. No caminho fomos percebendo a escuridão. Viemos conversando, ouvindo música que nem percebemos que Diadema estava toda coberta pela escuridão.
Quase chegando em casa ligamos para a filha da Raquel para avisar que estávamos chegando, ela logo informa que o apagão é no Brasil inteiro.
Nossa! Fiquei perplexa!
Achei muito interessante o fato, vibro sempre com essas coisas, mas na hora bate o medo dos assaltos.
Cheguei logo em casa, entrei na internet e procurei por "apagão". Caí na página do Terra e logo fiquei sabendo da real situação.
Liguei para minhas tias, avó, amigos e vizinhos para dar a notícia.
Escrevi no twitter e logo tive a ideia de registrar esse momento aqui.
Meu amigo Mauro, que mora no Piraporinha disse que lá tem energia, só não consegue acessar a internet.
Quis logo saber como as pessoas estavam se sentindo nesse momento blackout.
Segundo informação do site Terra o apagão atingiu pelo menos os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. O problema teria ocorrido na hidrelétrica de Itaipu.
Ainda não se sabe o motivo do apagão. Informações ainda no site dizem que há cidades no interior de Minas Gerais estão sem fornecimento de energia desde as 17h.
Vamos esperar pra ver o que foi.
Enquanto isso vou dormir. Só faltou a chuva pra fazer dessa, uma noite perfeita.
P.S. Viva as baterias dos notebooks.
Por: Jaqueline Flores dos Santos - Redatora por uma noite

11 novembro, 2008

Giz e lousa Não!

Estou tentando desenvolver uma técnica de aula um pouco diferente às que os estudantes estão acostumados!
Giz e lousa.
É impressionante a noção que os alunos têm de aula:
O professor chega, enche a lousa, dá visto e depois ficam fazendo bagunça.

Particularmente eu detesto ter que dar esse tipo de aula, me sinto até feliz (uma felicidade interior) quando algum aluno desabafa aos quatro ventos que a aula é chata e que detesta aquele dia só por conta das aulas de língua portuguesa.
Essa fala, me dá forças para não entrar nessa onda tão banal!
Estou sempre tentando fazer uns momentos diferentes, umas discussões, debates, pesquisas, sempre colocando essas cabeças para pensar.

A tarefa não é fácil!
Tem aluno que acha que a obrigação do professor é encher a lousa, e se não há nada na lousa, a aula é livre!
Acredito que essa cultura muda, mas não é assim, de uma semana para a outra, acredito que será com o tempo, vou fazendo meu papel e pregando isso a eles. Creio que conseguirei bons discípulos, com paciência e exemplo.
Só espero não ficar sozinha nessa tarefa.
Não adianta nada apenas eu pregar isso, e os outros colegas docentes continuarem na eterna tarefa de cópia da lousa.

31 outubro, 2008

Dia das Bruxas

Cheguei à escola 16h40 parecia que a bruxa estava solta.

Ou melhor, soltaram todas as bruxas por aqui.

God! Save me! rs.

Dia diferente. Novas atividades. Noite passada sem pesadelo. Apenas felicidade.

Perdi minha agenda naquele incidente. Agora não sei mais data de nada. Vou tentar recuperar algumas memórias em um caderninho. Tanta coisa registrada?
O que será que farão com minhas memórias?

"40
50
50
50
50

x
12"

Nada significativo. Apenas para não esquecer.

08 outubro, 2008

Fluxo de Consciência - Parte I

Uma menininha um dia sonhou.
Sonhou que seria professora.
Que entraria em uma sala linda.
Limpa.
Com aluninhos ávidos a aprender.
Todos sentados em fileira.
Sentados.
Cadernos abertos.
Atenciosos.
Prontos a receber e passar conhecimento.
Prontos a interagir.

Assim, a menininha cresceu.
Chegou à faculdade.
Cursou português, inglês, psicologia,
como seria lidar com esse sonho
que na realidade seria outra coisa.

Em vez de sentados,
os alunos te recebem de pé,
pulando,
falando,
gritando,
jogando bolinhas de papel.

Lutinhas.
Xingamentos.
Batalhas travadas.
Explicar matéria?
É...uma tarefa desafiante.

A garganta arranha,
porque as vezes é necessário usar o grito.
Isso dói no peito.

Não há caderno,
Não há lápis.
Não há borracha.
Não há livros.
Há desinteresse. Isso tem de sobra.

Temo pelo interessados,
Sonhadores,
Como a garotinha que sonhava tempos atrás.

Tomara que eles não conheçam a frustação.
Não estou totalmente frustada.
Mas sinto uma pontinha de desgosto.
Algumas pessoas fazem-nos desanimar.

Não quero...
Ainda vou insistir nesse sonho,
Afinal,
Sou brasileira!

12 setembro, 2008

Motivos

"O desespero não é em vão.
Se ela quis voar, é porque tinha asas..."

Vocês não vão mais me fazer chorar.
Por que???

- Já estou chorando, e chorei tudo que podia...
Agora quero transformar essas lágrimas em flores, colhê-las e dedicar-lhes um lindo jardim...
Que é pra ver se vocês compreendem o meu desespero...

Já sonhei voando tantas vezes,
acho que foi correndo de vocês...
Mas na real, eu não consigo fugir...
Então vocês compreenderão meu desespero...`
É pelo bem...
Não é pelo mal...

Eu só quero que cantem junto comigo
a canção mais bonita que já ouvi,
que entrem em meu sonho e vejam,
que lá, apesar das dificuldades somos todos felizes...

As palavras duras que disse, não são para todos...
São se quiserem,
mas se não quiserem, são também...
Palavras ditas no desespero,
o motivo?
vocês todos sabem...
Mas não mudam...

Um dia vão mudar,
eu como não largo o desespero, gostaria que fosse já.


* Palavras dedicadas aos alunos da 5A...Um desabafo de uma professora desesperada....

Não quero ser inimiga!

04 setembro, 2008

Em que mundo Estamos?

Mundo mundo vasto mundo!
Sempre encaro a vida, as coisas tão bem, tão alto-astral, tão leve...
Mas não sei...Não sei...
Não sei nem o que vim escrever hoje, tanto tempo sem passar por aqui, tanta coisa pra dizer, e as coisas de repente não saem...

A luta diária nos prende tanto, tanta coisa para ser feita e as vezes o ócio ainda consegue invadir as nossas vidas!
Não sobra nem tempo para colocar as ideias para fora!
Todos os dias uma história, sorrisos, lágrimas, sorrisos de novo, canções que se formam, palavras, gritos, gestos, olhares, beijos, abraços, amigos, alunos, família, amigos, pessoas que vão e vem...
E o mundo não pára nunca. E as pessoas não mudam nunca; ou se mudam, passam a se parecer com aquela que já conhecemos, e o mundo segue, cheio de comparações, metáfora, metonímias, hipérboles e quanta figura de linguagem couber nesse contexto!

Lições que aprendemos, esquecemos, tombos, ajudas, ombros, frases de caminhão, de cartão, presentes, aniversários, bolos, velas, balões...
Promessas, políticos, eleição, proposta, dívida, corrupção...
Jogadores, olimpíadas, lutas, choros, sorrisos, medalhas, patriotismo, decepção, emoção, culpa, choro, sorriso, fama, esquecimento, mídia, sensacionalismo...

Cadeia infinda de coisas ligadas e interligadas, uma só música cantada por muitas bocas, esperança, mesmice, mudança, descrença...
Raiva, tristeza...O que será que sinto agora enquanto escrevo esse fluxo de consciência???
O leitor, por favor, não repare, hoje tive um dia difícil, cheio de tudo um pouco que falei aqui, não roubaram minha dignidade, mas acho que um pouco da minha paciência, apareço depois para contar o dia de uma professora como eventual, como ela se sente, como é tratada, o que espera e o que recebe em sala de aula...
Depois contarei mais...o dia de uma professora de um curso profissionalizante, cheia de sonhos, esperanças...
Posso também contar o dia de uma professora que leciona para o Terceiro ano do Ensino Médio...que vê tanta coisa!...
Meu Deus, paro por aqui...Esse fluxo não termina hoje...

Olhos de ressaca, como diria Machado de Assis, ardendo pelas lágrimas passadas minutos atrás.

29 junho, 2008

Escrevendo

"O nosso amor a gente inventa"
Está escrito nas estrelas...
Se não estiver, eu escrevo!

=)

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"Dias sim, dias não, vou sobrevivendo sem um arranhão"

As férias da escola (recesso) estão para chegar,
e eu aqui, postergando tantos afazeres...
Apreciando muito essa nova fase...cheia de afazeres, e sem muita inspiração para escrever.

Descobri que sou uma professora exigente!
Fico feliz em ver os alunos trabalhando sempre!
E mais feliz ainda ver que eles absorvem o que digo!

São tantas coisas novas...
Uma possível mudança de vida nesse segunda semestre se aproxima!

Um anjo presente em minha vida já há quatro meses (não oficialmente)

Esqueci definitivamente o amor velho?
- Não sei. só sei que ele voltou a rondar.
rs..
Talvez isso aconteça de fato quando eu acreditar que há relacionamentos que nunca dão certo.
Talvez a nossa química seja apenas virtual.
Que coisa!

Notícias da minha mãe, irmã...

E pronta para novidades vindouras!

Sem mais!
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Pra ser feliz, não preciso cheirar nada!

01 abril, 2008

Cheirando Novos queijos

Há muitos dias sem passar por aqui, eu sei. Muita coisa aconteceu nesse início de ano. Muita coisa boa. Estou vivendo uma fase de transição e estou percebendo uma evolução interior.
A última postagem foi um pouco confusa, comuniquei a morte do meu passarinho, e eu ainda nem o havia apresentado a vocês.
Bem na verdade eu havia dito algo sobre ele sim, lá na descrição da maravilhosa tarde de domingo.
Pois é, não durou muito aquele sonho, vieram e mataram o passarinho que vinha cantando pra mim, não sei se matar é o termo correto, eu diria que ele voltou para o ninho que ele havia abandonado, antes de ficar comigo.

Então resolvi continuar cantando a minha melodia...
Catando alpistes por aí, e continuar a minha espera pelo beija-flor real.

A Flor agora está em uma fase ótima, fase de aprendizagem, fase de cheirar novos queijos. Quem já leu o "best-seller" Quem mexeu no meu queijo* sabe do que estou falando!
Decidi deixar o queijo novo pra lá, apesar de ter dado uma fungadinha no queijo mofado essa semana. Mas decidi que não vale mesmo a pena.

Estou apaixonada.
Apaixonada pelo meu trabalho, estou adorando levar aprendizado para as mentes ávidas das quintas e sextas séries e mediar aprendizagem do Ensino Médio.
Estou tendo um começo muito empolgante, entrei na Rede estadual de Ensino em um ano em que todos terão que deixar o queijo velho de lado e buscar/cheirar novos queijos.
A proposta educacional envolve uma série de mudanças para o Ensino público. Eu estou muito animada com essa nova etapa.
Sem falar no novo papel que irei desempenhar dentro da escola. Serei orientadora em um curso profissionalizante que haverá na escola, desenvolvido com a parceria do Governo Federal, Centro Paula Souza e Fundação Roberto Marinho. São em média, 50 mil alunos, com muitos professores em formação continuada que farão desse projeto piloto uma nova esperança para o Jovem que não possui qualificação adequada para o mercado de trabalho.

Contarei mais dessa experiência no decorrer dela, expressando minhas expectativas, anseios, dúvidas, aprendizado e frustações. agradeço muito à pessoa que me proporcionou essa oportunidade, por ter acreditado em mim, me esforçarei ao máximo para que esse projeto seja um sucesso!

Serei uma orientadora aprendiz, espero aprender muito com esse projeto. Sei que a minha vida será outra depois disso em minha vida.

O Cheiro do queijo está muito bom, e eu pretendo contaminar as pessoas com ele.
Mãos à obra!













*Quem mexeu no meu Queijo?

18 fevereiro, 2008

O Pontapé inicial!

Foi dada a largada!...

A Flowers agora Professora...
Vai aprender muitas coisas novas e junto a isso pretende ensinar também!
Ela estava meio perdida, apreensiva e não muito nervosa.
Tudo isso sumiu quando ela entrou na sala e descobriu que as pessoas estavam lá para ouvi-la.
Ela aproveitou e falou, esqueceu de todos os medos, deu uma palavra de incentivo para aqueles jovens estudantes que ali estavam.
A Flowers está muito contente e Espera que tudo continue assim,

Parece que a Flor está se apaixonando, pela profissão, e por um certo cavalheiro!

Que fofo!

Uma frase que ouviu hoje: "Pra quê felicidade quando se tem paixão?"

Não é pra entender, é pra curtir!
Sucesso e felicidades a todos!

16 fevereiro, 2008

Qual a cor da Esperança?

Será amarela como a janela?
Será Rosa como a Flor?
Será colorida como o arco-íris?
Será branca como a paz?
Ou verde como as matas (quase extintas)?

A minha esperança tem a cor que eu quiser,
a pinto e bordo,
sem nunca perder a fé...

As coisas andam diferentes por aqui,
Uma Flor que passará a ser uma pró...
Conseguiu aulas como eventual, e está se descobrindo o cavalheirismo em alguém.


Espero que tudo isso seja muito colorido,

Conto mais da experiência para vocês depois!

Espero compartilhar aqui, Bons momentos vividos na escola, estarei lá no período vespertino e noturno!