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04 abril, 2013
O livro Infantil e a formação do leitor - mais uma leitura cativante
Em pesquisa para escrita de um artigo sobre leitura nas séries inicias, encontrei esse livro da Maria Dinorah, até então desconhecida pelas minhas retinas.
Livrinho fininho, cativante, que fala de maneira leve e gostosa da situação do livro e da literatura infantil no nosso país desde a época em que ainda não havia literatura para os pequenos.
Em meio à poemas e cartas de pequenos leitores endereçadas à Dinorah, fui aprendendo como o livro infantil ganhou espaço aqui no Brasil - famoso por festas, batuques, simpatia e alegria, exceto por literatura infantil.
Refleti sobre meu eu leitor, sobre como comecei a trilhar esse caminho, sobre a forma como influencio minhas crianças que já não são tão crianças (e isso me faz lamentar, ao pensar que se os encontrasse mais cedo, poderia contaminá-los um pouco antes com a magia da leitura), pensei na minha missão como formadora de leitores, e é isso que tenho sido, de forma pequena, com trabalho de formiguinha, mas que gera resultados que de vez em quando me emocionam e não me deixam perder a esperança, dando-me forças para continuar. Numa disputa diária, já que o livro concorre com as mídias e todo o avanço da tecnologia, deixando de ser tão atrativo para a infância de hoje, bem diferente do que foi pra mim, o livro povoou a minha infância inteira e me inspirou nessa missão de ser professora.
O professor, a família, todos tem grande influência na formação de uma criança leitora, mas o livro precisa ser bom, precisa não ser imposto, há de haver aquele momento único, mágico ao qual chamamos de CATIVAR.
"O livro infantil e a formação do leitor" é muito bom, deve ser saboreado por aqueles que tem curiosidade sobre como nasce um leitor e saber como o livro infantil ganhou espaço em nosso país.
28 setembro, 2010
Paixão por livros
Minha paixão por livros já me trouxe muitas alegrias, muitas descobertas. E quão maravilhosa é a literatura, sempre me permitindo conhecer livros novos, ideias, culturas, pessoas, hábitos... É uma verdadeira cadeia, onde uma coisa puxa a outra. De um livro conheço um autor, do autor outros livros, desses livros, leitore apaixonados como eu, do contato com leitores surgem novas leituras, novas conversas e assim a paixão só vai aumentando.
Foi assim com Lygia Bojunga, já até contei aqui como foi minha descoberta desse novo mundo. Depois que escrevi esse texto, estava navegando pela blogosfera e encontrei o blog da Alessandra e seu belíssimo trabalho envolvendo a leitura e o maravilhos mundo dos livros.
Essa escritora e semeadora promoveu no início do ano um concurso cultural, em que os participante deveriam contar sua história de amor pelos livros. Enviei o meu relato falando da minha história de amor pelos livros da Lygia Bojunga. E não é que levei o segundo lugar? Fiquei super contente com o resultado. O concurso começou em fevereiro e terminou em Julho. Meu prêmio foi muito bom, ganhei dois livros da Alessandra, que tem como co-autora e ilustradora sua filha Beatriz.
Recebi meu prêmio ontem, eu mesma fui buscá-lo nos Correios, devido a minha ausência em casa no horário comercial, a postagem ficou na Agência para que eu buscasse.
Fui com a Andressa buscar, abri o envelope ali mesmo na agência para conferir o que me aguardava. Encontrei "A menina que pescava estrelas" e "O jardim encantado", com dedicatória e tudo.
Gostei muito do Prêmio, achei logo que o livro do jardim tinha tudo a ver comigo, as ilustrações são de uma delicadeza sem fim. Saí pela rua lendo "O jardim encantado", sorrindo com a história da Joaninha de uma pinta só. Ainda não li o outro livro, vou deixar para lê-lo no sábado e descobrir com vagar mais da literatura dessa moça encantadora e de sua menina que manda muito bem nos desenhos.
15 julho, 2010
Meio dedo de prosa com Lygia Bojunga
Novamente volto a falar da Lygia Bojunga. Dessa vez venho registrar a prosa que tive com ela durante a leitura do livro "Feito à Mão".
Acredito que a conversa com o livro já começa antes mesmo de ser aberto. Olhar aquela capa, tão retrato do artesanal, tão cheia de casinhas bordadas que lembram arraiolo, olho pro título e percebo que tem tudo a ver com as mãos.
Ao abrir o livro, já encontro o recadinho que a Lygia deixou para mim "Pra você que me lê", nesse recadinho ela conta cada detalhe de como foi feito o livro, partindo das ideias, do papel, da escrita, toda a sua relação com o processo de produção.
Me senti tão cúmplice dela, que no começo queria produzir tudo à mão mesmo e depois teve que recorrer à máquina para agilizar o processo. Imagina, antes de ler o livro, eu soube a história dele, me senti parte dele, me senti íntima de tudo, tão íntima que desatei a escrever pelo livro.
Quando terminei de ler o recadinho da Lygia, assim escrevi:
Depois de 12 encontros contigo, estou aqui nessa gostosa conversa com você por meio do livro "Feito à Mão", apesar da minha pouca experiência de vida, já senti vontade de "fazer" um livro. Acredita que fiz? Enquanto lia como foi seu processo de produção do "Feito à Mão", fui revendo como um filme o ano de 2009, quando reuni memórias dos meus alunos em um livro, um não: Dois! Como produzi poucos exemplares de cada, fiz um blog para cada um, para não ficarem presos ao papel. Foi uma experiência muito emocionante, naturalmente com muitos defeitos. Jaque Flores, 30 de abril de 2010
Foi só ler esse trecho pra ir logo me sentindo um alguém que encontrou com a Lygia e escrever:
Me senti esse alguém, Lygia! Não tive um encontro contigo no palco, mas em minha casa, na biblioteca, na sala de aula, no ônibus, na faculdade, no meu quarto... Um encontro emocionante, que a cada dia que passa ganha mais significado. Essa sintonia faz parte da realidade, mesmo sem ter aparecido na televisão.
Quando terminei o livro, o som do mar ficou novamente em meus ouvidos e novamente resolvi escrever:
E agora fico aqui, Lygia... com seu balbucio ao pé do meu ouvido. Querendo ouvir mais, querendo saber e descobrir mais de você...Puxa! Me senti tão, tão perto de ti... Foi como se estivéssemos batendo papo na pracinha mais próxima de casa. Deu vontade de te contar minhas conversas, não as que tenho com meus botões, mas as que vivo levando com meu amigo imaginário, o Teobaldo. Poxa Lygia, estou agora mesmo querendo saber mais de você, mas os "Retratos de Carolina" ficaram em casa, em cima da mesa, só sei que li o comecinho, queria tê-lo aqui agora, no ônibus a caminho de casa, nessa de ouvir balbucio com o mar, nem me daria conta do celular ligado na poltrona atrás de mim, do cheiro de cachaça do viajante ao meu lado, ou do barulho do pacote de bolachas à minha frente. Jaque Flores, 02 de Maio de 2010
Referência completa do livro citado:
Bojunga, Lygia, Feito à Mão / Lygia Bojunga; 3.ed. - Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2005.
30 janeiro, 2010
Meu encontro com Lygia Bojunga Nunes
Aconteceu de forma simples e ao mesmo tempo fantástica. Sempre ouvi falar da Lygia, e lembro de ter lido trechos dela em livros didáticos quando ainda era pequena. Depois que cresci, ouvia falar de "A Bolsa Amarela (1976)", mas o interesse pra ler não foi intenso.Minha tia Bel estava lendo o livro, na aula de matemática, depois teve que se separar do livro por conta das férias. Como trabalho em uma escola, fiquei de encontrar o livro pra ela na biblioteca.
Descobri-o. Em vez de levá-lo à minha tia, fiquei quieta e li, li no ônibus, voltando pra casa. Quando cheguei a casa, já havia lido e desejava mais. Voltei à biblioteca no outro dia e descobri os tesouros da Lygia guardados ali no pó, alguns novinhos, outros já lidos, folheados.
Mais que depressa separei todos e levei pra casa para ler.Depois de descobrir a menina Raquel com suas vontades (não diferentes das minhas) e sua "Bolsa Amarela" e forte imaginação, parti para "O abraço(1995)". Fiquei impressionada com a história, o jeito como Lygia encaminha a trama, mexe comigo, a Clarice está até hoje em minha mente, falando daquele abraço que não deve nunca ser esquecido. A expressão daquele palhaço, o olhar, as mãos, tudo se reproduziu de forma tão real...
Depois do abraço, fui ver "Paisagem(1992)", história fantástica, incrível envolvimento do leitor com a autora e todo o processo de criação do livro. A essa altura eu já estava com a lista de todos os livros, e com os que havia na biblioteca da escola, devorando-os, de forma insaciável, como se buscasse uma resposta. Descobri que são vinte, e fui lendo, e a cada livro que lia, chegava à sala e contava aos meus alunos.
Sentada na cadeira da minha cabeleireira, chorei lendo os contos de "Tchau(1984)", impressionante a realidade descrita no conto "O bife e a pipoca", tive que ler em voz alta, minha cabeleireira parou o secador pra ouvir aquela maravilha de conto.
O mar está sempre presente em suas histórias, assim como os trocadilhos, metáforas, jogo de palavras, uma sensibilidade que se transfere a cada palavra lida...
Depois encontrei com "Os colegas(1972)", naquela festa e criatividade que me deram uma motivação incrível, com o bordão que acho muito difícil de ser esquecido "vida, acho você a maior".Aprendi muito com Maria na "Corda Bamba(1979)", a dor da perda dos pais e a descoberta da vida, relações familiares e o valor de uma amizade, a importância de ter alguém com quem conversar. Encontro com o inconsciente. Valores esses encontrados também em "Meu amigo Pintor(1987)", que amizade linda, e presença tão marcante da morte. Esses dois livros possuem uma ligação forte com a morte e a forma como é isso para as crianças.
"Nós Três(1987)" é cheio de mistério, uma paixão intensa, forte, fatal, trágica. Uma menina, um homem e uma mulher. Até onde vai a lucidez quando se está apaixonado?Chegar "A casa da Madrinha(1978)" apesar de não ter sido nada fácil para o personagem, senti imensa alegria, fiquei encantada com aquele pavão, sem falar na esperteza do garoto e sua dura realidade, a exploração do trabalho infantil é mostrada na história, a rotina de uma professora, impedida por outras pessoas de encantar seus alunos com a sua fantasia e arte de ensinar. Gostei muito desse livro, sonhos, desejos, realidade...sem falar na intertextualidade com "A Bolsa Amarela" quando é contada a história do pavão que teve seu pensamento atrasado no mesmo lugar onde o Afonso teve o pensamento costurado, a Academia Osatra. Muito bom!
"Angélica (1975)" e a metamorfose do Porco que se torna Porto, e a relação com a verdade, mentira, estar bem consigo mesmo, me deixa mais apaixonada pela Lygia, a Cegonha, o Elefante, o Crocodilo, todos passam a mensagem de que o bom mesmo é a gente se aceitar do jeito que é.
História boa mesmo foi "A cama (1999)", não consegui largar o livro nem para comer, li no mesmo dia e fiquei querendo mais a companhia da Petúnia e do Tobias, aquela cama tão fantástica, tão personagem e tão cheia de histórias pra contar. Seguindo a linha dos móveis, estou lendo "O sofá estampado (1980)" estou ficando desesperada, porque acabou meu estoque de Lygia e ainda faltam oito, vou ter que comprar!Quero todos! Estou no décimo segundo livro da Lygia, e continuo querendo mais. Não tem mais na Biblioteca da escola, nem na Biblioteca Municipal, agora vou correr para a livraria mais próxima...
Não precisa ninguém falar, sei que vale a pena ter "Fazendo Ana Paz(1991)", colocar pelas paredes da minhas casa os "Retratos de Carolina (2002)", sair por aí lendo, cantando e gritando "Seis vezes Lucas (1995)", ter com o "Livro-um encontro (1988)", pedir que alguém leia pra "O rio e Eu (1999)" a história de "Nós três -teatro (1989)" e admirar a obra de arte de "O Pintor - teatro (1989)" e contar a todos que toda essa maravilha da Lygia, essa mulher de verdade, é tudo "Feito à mão (1996)".
[...]
Acabei de descobrir, em visita ao site da autora, que minha lista de livros estava desatualizada.
Sim! Depois de pendurar em minhas paredes "Retratos de Carolina (2002), descobri que preciso continuar com a minha "Aula de Inglês (2006), e não esquecer de jeito nenhum que me sinto bem melhor caminhando com "Sapato de Salto (2006). De todos os livros que tiver em casa, se for vinte, "Dos vinte 1 (2007)" tem que ser da Lygia, pensando bem, é melhor ter todos os livros dessa mente brilhante, porque pra mim, a obra da Lygia já se tornou mais que "Querida (2009).Estou quase chegando lá...
Lygia, acho você a maior!Não precisamos ter inveja de outros países, temos uma escritora fantástica!
Pra ela tiro meu chapéu.Descobri a Lygia ano passado e agora não me separo mais de seus livros.
Paixão às primeira palavras.Visite Skoob e cadastre o que anda lendo...
Mais que depressa separei todos e levei pra casa para ler.Depois de descobrir a menina Raquel com suas vontades (não diferentes das minhas) e sua "Bolsa Amarela" e forte imaginação, parti para "O abraço(1995)". Fiquei impressionada com a história, o jeito como Lygia encaminha a trama, mexe comigo, a Clarice está até hoje em minha mente, falando daquele abraço que não deve nunca ser esquecido. A expressão daquele palhaço, o olhar, as mãos, tudo se reproduziu de forma tão real...
Depois do abraço, fui ver "Paisagem(1992)", história fantástica, incrível envolvimento do leitor com a autora e todo o processo de criação do livro. A essa altura eu já estava com a lista de todos os livros, e com os que havia na biblioteca da escola, devorando-os, de forma insaciável, como se buscasse uma resposta. Descobri que são vinte, e fui lendo, e a cada livro que lia, chegava à sala e contava aos meus alunos.
Sentada na cadeira da minha cabeleireira, chorei lendo os contos de "Tchau(1984)", impressionante a realidade descrita no conto "O bife e a pipoca", tive que ler em voz alta, minha cabeleireira parou o secador pra ouvir aquela maravilha de conto.
O mar está sempre presente em suas histórias, assim como os trocadilhos, metáforas, jogo de palavras, uma sensibilidade que se transfere a cada palavra lida...
Depois encontrei com "Os colegas(1972)", naquela festa e criatividade que me deram uma motivação incrível, com o bordão que acho muito difícil de ser esquecido "vida, acho você a maior".Aprendi muito com Maria na "Corda Bamba(1979)", a dor da perda dos pais e a descoberta da vida, relações familiares e o valor de uma amizade, a importância de ter alguém com quem conversar. Encontro com o inconsciente. Valores esses encontrados também em "Meu amigo Pintor(1987)", que amizade linda, e presença tão marcante da morte. Esses dois livros possuem uma ligação forte com a morte e a forma como é isso para as crianças.
"Nós Três(1987)" é cheio de mistério, uma paixão intensa, forte, fatal, trágica. Uma menina, um homem e uma mulher. Até onde vai a lucidez quando se está apaixonado?Chegar "A casa da Madrinha(1978)" apesar de não ter sido nada fácil para o personagem, senti imensa alegria, fiquei encantada com aquele pavão, sem falar na esperteza do garoto e sua dura realidade, a exploração do trabalho infantil é mostrada na história, a rotina de uma professora, impedida por outras pessoas de encantar seus alunos com a sua fantasia e arte de ensinar. Gostei muito desse livro, sonhos, desejos, realidade...sem falar na intertextualidade com "A Bolsa Amarela" quando é contada a história do pavão que teve seu pensamento atrasado no mesmo lugar onde o Afonso teve o pensamento costurado, a Academia Osatra. Muito bom!
"Angélica (1975)" e a metamorfose do Porco que se torna Porto, e a relação com a verdade, mentira, estar bem consigo mesmo, me deixa mais apaixonada pela Lygia, a Cegonha, o Elefante, o Crocodilo, todos passam a mensagem de que o bom mesmo é a gente se aceitar do jeito que é.
História boa mesmo foi "A cama (1999)", não consegui largar o livro nem para comer, li no mesmo dia e fiquei querendo mais a companhia da Petúnia e do Tobias, aquela cama tão fantástica, tão personagem e tão cheia de histórias pra contar. Seguindo a linha dos móveis, estou lendo "O sofá estampado (1980)" estou ficando desesperada, porque acabou meu estoque de Lygia e ainda faltam oito, vou ter que comprar!Quero todos! Estou no décimo segundo livro da Lygia, e continuo querendo mais. Não tem mais na Biblioteca da escola, nem na Biblioteca Municipal, agora vou correr para a livraria mais próxima...
Não precisa ninguém falar, sei que vale a pena ter "Fazendo Ana Paz(1991)", colocar pelas paredes da minhas casa os "Retratos de Carolina (2002)", sair por aí lendo, cantando e gritando "Seis vezes Lucas (1995)", ter com o "Livro-um encontro (1988)", pedir que alguém leia pra "O rio e Eu (1999)" a história de "Nós três -teatro (1989)" e admirar a obra de arte de "O Pintor - teatro (1989)" e contar a todos que toda essa maravilha da Lygia, essa mulher de verdade, é tudo "Feito à mão (1996)".
[...]
Acabei de descobrir, em visita ao site da autora, que minha lista de livros estava desatualizada.
Sim! Depois de pendurar em minhas paredes "Retratos de Carolina (2002), descobri que preciso continuar com a minha "Aula de Inglês (2006), e não esquecer de jeito nenhum que me sinto bem melhor caminhando com "Sapato de Salto (2006). De todos os livros que tiver em casa, se for vinte, "Dos vinte 1 (2007)" tem que ser da Lygia, pensando bem, é melhor ter todos os livros dessa mente brilhante, porque pra mim, a obra da Lygia já se tornou mais que "Querida (2009).Estou quase chegando lá...
Lygia, acho você a maior!Não precisamos ter inveja de outros países, temos uma escritora fantástica!
Pra ela tiro meu chapéu.Descobri a Lygia ano passado e agora não me separo mais de seus livros.
Paixão às primeira palavras.Visite Skoob e cadastre o que anda lendo...
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