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29 maio, 2010

Montanha, minha Terra...

 
Ah, essa vista!
Essa letra M...
Me diz tantas coisas,
Traz tantas lembranças...
Quase ninguém a conhece,
Esse símbolo, 
Essa Cidade,
Essa Montanha...

Vista simbólica da minha Cidade Natal, lá no ES, onde há 23 anos eu era um bebê recém nascido.
Curiosamente, minha cidade tem a mesma letra de maio e de Maria, minha querida mãe.
Passei pouco tempo da minha infância em Montanha, antes de completar dois anos de existência minha mãe mudou-se para a cidade onde vive minha avó paterna, Teixeira de Freitas (BA).
Depois de completar 3 anos fomos viver em na Grande Vitória (ES). Só voltei a reencontar essa paisagem da minha cidade aos 12 anos, onde vivi bons momentos, de onde guardo boas lembranças do início da minha adolescência.
Recordo com carinho das pessoas, das ruas, praças e passeios de bicicleta.
Estudei a sexta e a sétima série no Colégio Domingos Martins e tive aulas de Matemática com a Professora Iracy Baltar, a mesma que hoje administra a cidade (me enche de orgulho saber isso).
É uma pena não ter acompanhado as eleições de 2008, teria aprendido todas as musiquinhas da sua campanha. 
Ainda lembro as que aprendi em 2002, quando quem ganhou foi Hércules Favarato.
Tenho saudades da minha cidade, é lá que mora a minha mãezinha e as minhas mais bonitas lembranças, sem falar nos causos do meu avô Firmino.
Espero visitar em breve a minha mãe, e relembrar com carinho meus momentos Montanhenses.
Vai ser difícil olhar para a rua Rui Barbosa e não lembrar do meu avô contando suas histórias na calçada, com sua xícara de café nas mãos, dando bom dia e dizendo quem passou...

Quando bate a saudade de Montanha, procuros informações na internet, não encontro muitas coisas, mas o pouco que encontro já me enche de alegria, aviva minhas lembranças. Segunda-feira passada foi um dia desses, encontrei um vídeo de um bairro onde morei (Lajedo), com imagens do rio onde eu tomava banho e lavava as louças de casa e onde quase morri afogada. O vídeo mostra o rio transbordando, uma bravura só da natureza.

Verdadeiro dilúvio...teria ficado com medo se estivesse lá...

Encontrei também um vídeo que homenageia a cidade, devo parabenizar a autora do vídeo, fique com saudades e com desejo que chegue logo o final do ano, para visitar minha querida cidade...
Não estou com saudades do passado, apenas com saudades de um lugar que existe e que merece lugar em meu coração.
Depois que revisitar Montanha, colocarei informações no blog, nunca mais haverá escassês de informações sobre Montanha na internet. Todos ficarão com vontade de ir até lá.
Encontrei um site que tem informações sobre a cidade, com um bom acervo de fotos, dá pra ter uma boa noção da cidade também, apesar de não terem colocado fotos da parte baixa de Montanha, está valendo. Eu coloco quando estiver na cidade. Valeu Antonioni!


Créditos à Cida, Parabéns pelo vídeo e obrigada por compartilhá-lo!

28 maio, 2010

Maio

Maio é um mês que gosto muito. E não é porque é o mês em que nasci, que comemoro aniversário, mês das noivas, das mães ou mês em que ainda não começou o inverno e ainda é outono.
Gosto de Maio por que é nele que de repente nasce uma flor (a gente nunca espera, porque a Primavera já foi), de repente o sol fica alaranjado e o céu cor de rosa quase vermelho...
Gosto de Maio porque a gente fica pensando que o ano já está quase no meio, mas ainda vai demorar oito meses até terminar...
Maio é assim, a minha cara, deve ter algo de poético nesse mês...
Caso contrário não haveria tanta coisa com nome de Maio: Flor de maio, Aquela embarcação Mayflower, inspiração para os poetas...
Maio é poético mesmo, pelo menos pra mim.

Apesar de ter nascido no finalzinho de Maio (hoje:28), considero o maio todo meu...assim todo Flowers.
Não queria ter nascido em outro mês.
E para confirmar algo mais de maio, deixo aqui a música  na bela voz de Paula Toller


Maio,
já está no final, mas ainda dá tempo de nascer alguém, de comemorar mais um dia, de conquistar um sonho, de sorrir e receber abraços!
Dá tempo de conhecer pessoas, de criar um poema, participar de um sarau e cantar a música que embala seu coração!
Faça do seu Maio uma poesia, não espere Junho chegar!

27 maio, 2010

Ano Par...

Não é uma teoria pronta,
apenas uma ideia,
uma ideia que surgiu aqui agora, preciso investigar pra confirmar as hipóteses.
Andei pensando que nos anos pares começo um projeto e no ano ímpar o concluo.
Foi assim com muitas coisas (TCC, cursos, Telecurso Tec, mudanças)...
Esse ano (2010) estou em mais um Projeto (PUC), e ano que vem termino...

Gosto dos anos pares, é neles que tenho idade ímpar.
É...daqui a pouco um patinho sai da lagoa para dar lugar ao número 3.

E soprarei 23 velinhas,
muitas?
Não perto da vontade que tenho aqui de viver,
Será preciso outras muitas 23 velinhas para realizar todos os desejos que tenho.

24 maio, 2010

Vacina Influenza H1N1

Não queria tomar, ouvi tantos boatos que quase me convenceram a não tomar a vacina...
Primeiro as justificativas sobre a existência, depois a campanha publicitária...
acabei tomando.

Fiquei uma semana de cama. Reação foi feia. Febre, tremedeira, dor de cabeça e mal-estar.

20 maio, 2010

Sarau na Olíria

Fim de noite
volta pra casa
menina com pressa
espremida no metrô
Cochilo no ônibus...

Compras no shopping:
Papel...CD...papel...palavras
livro para presente...

Come o lanche que viu ontem na TV
Deixa a Coca,
era muito.

Volta ao caminho,
Dessa vez andando,
saltitante,
Músicas a seus passos embalar...

Passa no mercado,
apanha a Revista mensal,
vai lendo...
O sorriso vira gargalhada,
A crônica se mistura à música,
ao riso...

Passa diante da Biblioteca.
A porta está aberta,
bate a curiosidade:
"O que tem aí?"
"Sarau..."

A menina que nunca viu um...
Sobe as escadas
e se encanta...
Sarau na Olíria,
Quero isso todo dia!
Jaqueline Flores


Momento de muita alegria vivido no que era pra ser o final da minha noite de quinta-feira,
voltando de mais um dia reflexivo e emocionante na PUC.
São essas pequenas alegrias que carregam minha vida de poesia e inspiração.
Entrar na livraria, escolher um livro para presente,
ouvir O teatro Mágico,
Ler a crônica da Lúcia na Revista da Coop
eram só um pretexto...
Sumiu a pressa,
em lugar dela, surgiu uma porta aberta, pessoas em roda, livros no chão e poesia no ar...
Patativa na voz "assotacada" da mulata,
O batom no rosto da dançarina, 
o brilho nos olhos de cada vida ali presente,
senti emoção,
esboçada em riso, em suor, em tremor,
meu coração há muito não batia tão acelerado,
escrevi esse poema enquanto meus ouvidos eram amaciados pelas palavras lidas de Cecília Meirelles,
Quando li,
voz embargada e firme, mãos trêmulas,
olhos surpresos ao redor,
ao fim...aplausos e olhares de alegria e lágrimas de emoção.

Sabia de Sarau na teoria, 
mas não há teoria que pague esse momento tão único, 
tão poético...
Se Sarau é tudo isso que vivi hoje, 
Só sei que agora quero isso todo dia!

08 maio, 2010

So far away from you

Eu sei que toda história que começa um dia acaba,
Eu devia saber que aquela história nunca começou,
Quem inventou tudo fui eu
Sempre com essa mania de inventar...
Sempre com essa mania de sonho e fantasia,
Faz um bem danado,


Só dói mesmo quando a gente acorda
E se percebe sozinho no sonho,
A pessoa que você sonhava,
Está na verdade em outro sonho,
Então descubro que o sonho
Se tornou um pesadelo,

Sim,
É um pesadelo tentar esquecer algo que não sai da cabeça
Tudo lembra, tudo vira intertextualidade,
Não dá nem pra separar lembranças e vontade de esquecer,
Tudo se mistura,
Num paradoxo sem fim...

A vontade de ser reconhecido,
O desejo de ser procurada,
Só pra dizer não, obsessão
...
Mas não era pra esquecer?
Não era pra ficar longe?
Não é esse o decreto?

É isso mesmo.
Isso é esquecer,
É não deixar de lembrar o que um dia foi...
E, simplesmente não querer mais criar lembranças,
É ir se alimentando das que foram,
Até que um dia elas se apagam,
Tornam-se fato,
Pó...

Melhor ficar distante...
Toda essa nostalgia
É só pra dizer que estou bem longe de você,
Por mais perto que estejam as lembranças,
Continuarei distante...

Isso é esquecer...
E só pra lembrar: "esquecer não é deixar de pensar".