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17 setembro, 2010

Os Ipês-Amarelos já floresceram

Foi com essa imagem que comecei o meu dia de trabalho na sexta-feira passada. Um belo pé de Ipê-Amarelo na porta da escola onde trabalho. Não resisti e tirei a câmera da bolsa para registrar essa imagem tão bela, como tenho feito quando vejo o sol, como quando vejo a lua.
Tenho dito que setembro despertou em mim um olhar sensível para o belo da natureza, sensibilidade essa que tem me deixado muito contente. Coincidências ou não, esses momentos de sensibilidade sempre acontecem quando estou ao lado de pessoas especiais, pessoas que partilham do mesmo olhar que eu, despertadas pelo encanto natural das coisas simples da vida.
No momento dessa foto, a Raquel estava ao meu lado também se encantou com a imagem do Ipê. Incrível como não tinha reparado nele ali antes, todo amarelo, combinando com a pintura do muro, enfeitando o céu azul, tornando o dia ainda mais belo.
Já havia reparado como os Ipês-amarelos combinados com as folhas verdes lembravam a cor da nossa bandeira, enfeitando as ruas por onde passava. Mas não sabia nada mais além de admirá-los...
Com esse interesse repentino, descobri que os Ipês só florescem uma vez ao ano, final de Inverno, anunciando a chegada da Primavera. Enchem os olhos das pessoas de esperança, de encanto, de alegria, rendem fotos, poemas, crônicas e conversas como as que tenho com a Raquel, com a Nilza, Helio e Sr. Matias.
O final de semana passou, e na segunda-feira o Ipê ainda estava lá, todo florido, todo poético. Chamei as pessoas mais sensíveis que haviam por perto pra tirarem uma foto com o Ipê. Foi uma explosão de sorrisos e encanto.
No fim do dia, antes de voltar pra casa, passei pelo Ipê. Muitas das suas flores já estavam ao chão. Um verdadeiro tapete de flores amarelinhas, que lembravam mais um tapete estampado de ouro. Não resisti e sentei no meio delas, uma colega registrou o momento, vou guardar com carinho a imagem daquelas flores que pareceram parte de mim.
Hoje o Ipê ainda foi assunto lá na escola, estava arrumando um painel (forrado com jornal) para a Conferência do Meio Ambiente 2010, quando meus olhos bateram na foto de um Ipê-Amarelo e uma crônica de Rubem Alves. Foi um empurra-empurra só entre eu e a Nilza pra devorar as palavras perdidas ali perto do cronograma. Não sabia que Rubem Alves adorava Ipês-Amarelos.  Isso só confirma que essa beleza dessa árvore toca pessoas sensíveis, pessoas especiais.
Compartilho a crônica aqui para quem quiser apreciar. Rubem Alves fotografa com as palavras, e eu sigo com minha câmera onde encontrar um Ipê.

2 comentários:

Anônimo disse...

Amei..è com muita emoção que leio suas reflexões e sinto privilegiada por estar ao seu lado e deliciar com a beleza e a poesia de pequenas coisas que são grandes para quem sabe ver , sentir e emocionar com o florecer dos Ipês-Amarelos.Continue escrevendo e compartilhando as suas emoções.Beijo grande no seu coração.Raquel

Anônimo disse...

Sensibilidade é a alma dos seres.
Não é irracional e preciso na revelação do indivíduo.
Ipê-Amarelo é a árvore simbolo do Brasil assim como o amarelo representa a criatividade elém de ser minha cor predileta.
Jaque
Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.

Séneca
Beijosss...

Helio Ramos de Oliveira